Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 25/02/2014
  • 13:52
  • Atualização: 14:12

Novo premiê é nomeado após renúncia do governo no Egito

Ibrahim Mahlab, 60, é engenheiro e foi senador sob a presidência de Hosni Mubarak

Imagem de 16 janeiro mostra Ibrahim Mahlab, ainda como Ministro da Habitação | Foto: STR / AFP/ CP

Imagem de 16 janeiro mostra Ibrahim Mahlab, ainda como Ministro da Habitação | Foto: STR / AFP/ CP

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  • AFP

Ibrahim Mahlab, um cacique do partido de Hosni Mubarak, foi nomeado nesta terça-feira primeiro-ministro do Egito, no dia seguinte à renúncia do governo instaurado pelo exército após a destituição do islamita Mohamed Mursi.
Atual ministro da Habitação, Mahlab deve agora formar uma nova equipe governamental para conduzir o país árabe a uma eleição presidencial,na qual o novo homem forte do país, o marechal Abdel Fattah al-Sisi, é favorito. O novo premiê espera apresentar seu gabinete em três ou quatro dias e prometeu se concentrar na economia e segurança do país, abandonado pelos turistas e com atentados quase diários contras as forças ded ordem.

Determinado a prosseguir com a política de "luta contra o terrorismo" iniciada pelas autoridades dirigidas de fato pelo exército, ele considerou que "isto criará as condições para o retorno dos investimentos e do turismo". Mahlab, um engenheiro de 60 anos, dirigiu a empresa governamental Arab Contractors, uma das companhias de construção mais importantes do país. Foi senador sob a presidência de Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular em 2011.

Seus opositores o associam ao antigo regime, enquanto que muitos militantes e o único candidato declarado à presidência até o momento, o líder da esquerda Hamdeen Sabbahi, temem um retorno de personalidade da era Mubarak e do poder autoritário. Já seus partidários,elogiam um homem dinâmico, bem sucedido em sua área e próximo à população.

O país está mergulhado em uma espiral de violência desde a destituição e prisão do primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, em 3 de julho, pelo exército. Desde então, seus partidários e a Irmandade Muçulmana, à qual pertence, têm sido violentamente reprimidos, com mais de 1.400 mortos, segundo a Anistia Internacional, e milhares de prisões. A nomeação de Mahlab ocorre com a aproximação de eleição presidencial, de acordo com o "roteiro" estabelecido pelo exército após o golpe contra Mursi. Agraciado com a mais alta patente do exército, o marechal Sisi não esconde sua intenção de brigar pela presidência, mas para isso deverá renunciar ao cargo de ministro da Defesa deixar a carreira militar para reunir todas as condições necessárias para se candidatar.

Segundo uma fonte próxima ao marechal, ele deve permanecer como ministro até a promulgação da lei eleitoral.
A atual equipe de governo, dirigida por Hazem el-Beblawi, deixa suas funções em meio a um profunda crise, com greve em diferentes setores profissionais e atentados regulares.

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