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25/02/2014 13:56 - Atualizado em 25/02/2014 14:28

Paralisação da PF restringe a emissão de passaportes no Estado

Licença para transporte de produtos químicos e o registro de armas foram suspensos

Policiais federais pedem um aumento de 45%<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Policiais federais pedem um aumento de 45%
Crédito: Tarsila Pereira
Policiais federais pedem um aumento de 45%
Crédito: Tarsila Pereira

A paralisação dos policiais federais no Rio Grande do Sul restringiu nesta terça-feira a emissão de passaportes e o registro de armas no Estado. Além disso, a licença para o transporte de produtos químicos, outro serviço de responsabilidade da Polícia Federal, também foi suspensa. As investigações não são realizadas nestes dois dias de movimento - hoje (terça) e amanhã (quarta-feira). A categoria organizou uma manifestação na frente da sede da Superintendência da Polícia Federal na avenida Ipiranga, no bairro Azenha, e nas 13 delegacias do Interior do Estado. Os agentes, concentrados na entrada do prédio, informavam ao público sobre o movimento.

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Ubiratan Sanderson, disse que durante o período de paralisação, os atendimentos ao público estão restritos. A emissão de passaporte é realizada, mas apenas para quem agendou horário anteriormente. A normalização na prestação dos serviços está prevista para quinta-feira. No dia 6 de março, a categoria realiza uma assembleia que pode decidir por uma greve por tempo indeterminado. “Queremos que a categoria seja valorizada. Estamos desde 2008 sem reajuste salarial”, explicou.
 
Conforme Sanderson, o sindicato representa os agentes, os escrivães, e os papiloscopistas. O grupo é composto por cerca de 600 servidores no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o número deveria ser o dobro no Estado. Com relação aos salários, os policiais federais pedem aumento de 45% (inflação dos últimos anos), além da equiparação com carreiras de Ensino Superior da Receita Federal, Abin e analistas do Banco Central que recebem um salário inicial bruto de R$ 12 mil.

Segundo Sanderson, a categoria protesta contra a redução dos investimentos na Polícia Federal, com consequente falta de condições de trabalho e de efetivo. No ano passado, 230 servidores deixaram a PF, e de acordo com o vice-presidente do Sinpef/RS, o número de policiais diminui a cada ano.


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Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo






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