Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 26/02/2014
  • 09:59
  • Atualização: 10:50

EUA executa homem em meio a polêmica sobre injeção letal

Americano foi condenado pelo assassinato de adolescente enquanto ela esperava ônibus

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  • AFP

O estado de Missouri, Estados Unidos, executou nesta quarta-feira um condenado pelo assassinato de uma adolescente, apesar da controvérsia a respeito da composição da injeção letal. Michael Taylor, de 47 anos, faleceu pouco depois da meia-noite, anunciaram as autoridades, depois de ter sido condenado a morte em 1989 pelo estupro e assassinato de uma adolescente que ele havia sequestrado enquanto a jovem esperava o ônibus escolar.

Missouri tem média de uma execução por mês. Como todos os condenados à pena capital nos Estados Unidos, Taylor e seus advogados tentaram até o último minuto todos os recursos possíveis, mas foi executado depois que a Suprema Corte rejeitou o apelo final. Um dos recursos apresentados a um tribunal federal de Missouri citava "a ausência de meios legais de execução", sendo que o estado busca um barbitúrico para as execuções.

Diante da escassez de produtos para as execuções, Missouri - como outros estados - usa o anestésico pentobarbital, mas não revela o laboratório que fornece o produto nem se o produto é homologado. A situação provoca a multiplicação de recursos judiciais. Sem o conhecimento da procedência do pentobarbital não é possível saber se a injeção constitui um castigo cruel, o que está proibido pela Constituição americana.

"Missouri se prepara para injetar em um prisioneiro um medicamento de procedência desconhecida, preparado por um farmacêutico desconhecido com capacidades desconhecidas, sem ninguém para verificar de modo independente a qualidade de suas atividades", afirmou o diretor do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, Richard Dieter. 

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