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26/02/2014 23:37 - Atualizado em 27/02/2014 00:43

ONG Repórteres sem Fronteiras acusa Maduro de aumentar censura à mídia

Em carta aberta ao presidente venezuelano a organização disse que não há pluralismo de informação no país

A organização não governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF) acusou nesta quarta-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de aproveitar os protestos no país para reforçar a censura nos meios de comunicação e de não proteger os jornalistas que seguem as manifestações.

Em uma carta aberta enviada ao presidente venezuelano, a organização disse que Maduro "optou pela censura perante a magnitude dos protestos”. Como exemplo, a RSF lembrou de uma medida adotada pela Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) no último dia 11 de fevereiro, em que ameaçava com sanções quem cobrisse as situações de violência.

“No dia seguinte, o canal de notícias colombiano NTN24 sofreu uma censura direta. Mais tarde, a censura estendeu-se às redes sociais: foi bloqueado o acesso às fotografias colocadas no Twitter durante aproximadamente 48 horas”, acrescenta a carta.

Na carta também é dito que, na semana passada, Maduro anunciou o encerramento do canal norte-americano CNN e retirou as licenças de trabalho de quatro dos seus correspondentes. “A expulsão e a censura das cadeias internacionais significam a morte do pluralismo audiovisual, uma vez que a maioria dos canais nacionais e locais se encontram sob controle do governo”, declara a RSF.

Em uma referência à imprensa escrita, que a RSF considera “o último sinal de independência”, a entidade diz que a mídia impressa se vê forçada a reduzir o número de exemplares e, inclusive, suspender as tiragens devido à falta de papel. A RSF assinala que, desde o início das manifestações, no começo de fevereiro, registraram-se mais de 70 incidentes com repórteres, com pelo menos 60 agressões físicas ou verbais e 13 detenções.

A organização exorta Maduro a criar uma comissão parlamentar que investigue as ações contra os profissionais da informação desde o início de fevereiro para que estas agressões não permaneçam impunes. A RSF  destaca ainda que no país a informação circula sob uma forma polarizada e pediu o diálogo para melhorar a situação.

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Fonte: Agência Brasil







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