Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 27/02/2014
  • 15:11
  • Atualização: 14:01

Polícia revoga pedido de prisão de suspeito de matar publicitário

Homem apresentou álibi para provar que não assassinou Lairson José Kunzler

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  • Karina Reif / Correio do Povo

A apresentação de álibis fez a Polícia Civil (PC) revogar o pedido de prisão temporária de um suspeito de ter matado o publicitário Lairson José Kunzler. “Com certeza não é ele”, disse nesta quinta-feira a delegada responsável pelo caso, Aurea Regina Hoeppel.

Ela ouviu testemunhas e descobriu que o homem apontado na terça-feira como o assaltante registrado nas câmeras de segurança de um condomínio trabalha no estacionamento do pai, ao lado do banco Itaú, onde o sócio da Paim Comunicações retirou R$ 44 mil na segunda-feira, dia do crime. “As impressões digitais dele estavam no carro, porque ele manobrou. Ele apresentou o ticket para provar e outras pessoas confirmaram o horário”, explicou.

Uma vítima de roubo semelhante ocorrido há dez dias se apresentou à 6ª Delegacia de Polícia e a delegada acredita que ela tenha sido assaltada pelos mesmos criminosos que atacaram Kunzler. A mulher foi atacada após sair de uma agência na rua 24 de Outubro, mesma via onde está localizada a unidade do Itaú em que o publicitário descontou um cheque. “Isso comprova a linha de investigação adotada desde o início que é a saidinha de banco”, ressaltou a delegada.

Não está descartada a suspeita de que os criminosos tivessem informações privilegiadas sobre os clientes dos bancos da região. “Não podemos acusar ninguém. Pode ter sido qualquer pessoa. Até mesmo alguém se fazendo passar por frequentador”, observou.

Conforme a delegada, os bandidos teriam seguido Kunzler da rua 24 de Outubro, no bairro Moinhos de Vento, até a avenida Cavalhada, na zona Sul, onde ele morava com a família. O caminho era feito pela vítima habitualmente, já que a Paim é sediada na avenida Mariland, próximo ao local, e o barbeiro que ele frequentava fica quase em frente ao banco.

Apesar de haver R$ 44 mil no Honda Civic, a dupla de assaltantes só conseguiu levar R$ 40 mil que estavam em um envelope. O restante, segundo a delegada, foi encontrado no bolso do publicitário.Depois de o suspeito ter sido descartado, Aurea lembrou que a polícia segue sem a identificação dos criminosos. “Como eles estavam de capacete e o que foi roubado era em espécie fica muito difícil, mas não impossível. É questão de tempo”, salientou, sem querer dar mais detalhes da investigação, para não atrapalhar o andamento do caso.

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