Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 27/02/2014
  • 20:42
  • Atualização: 20:48

Polícia dispersa manifestantes no leste de Caracas

Manifestações e sua repressão já deixaram 14 mortos, 140 feridos e 600 detidos, em toda a Venezuela

Manifestantes protestam contra o governo de Nícolas Maduro | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

Manifestantes protestam contra o governo de Nícolas Maduro | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

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  • AFP

Centenas de pessoas foram dispersadas pela polícia nesta quinta-feira, no leste de Caracas, durante uma manifestação contra a repressão do governo aos protestos na Venezuela, constatou a AFP.

Após um protesto pacífico sob o lema "Nem mais um morto", em El Rosal, no leste da capital, centenas de pessoas bloquearam as ruas da vizinha região de Las Mercedes e atiraram pedras contra a polícia de choque, que reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.

O prefeito do município de Baruta (região de Las Mercedes), Gerardo Blyde, escreveu no Twitter que após os confrontos os serviços de saúde "atenderam 20 pessoas, algumas intoxicadas (por gases) e outras contundidas na correria".

Na região da Praça Altamira, situada no município de Chacao, também ocorreram incidentes quando centenas de estudantes tentaram fechar a avenida que atravessa Caracas de leste a oeste e foram reprimidos pelas forças da ordem.

O prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, confirmou no Twitter que a polícia utilizou várias bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes em Altamira, sem revelar se há vítimas.

Há três semanas, a Venezuela é sacudida por uma onda de protestos, iniciados no dia 4 de fevereiro, em San Cristóbal, estado de Táchira, após uma tentativa de assalto e estupro contra uma estudante.

De San Cristóbal, os protestos se alastraram para o resto do país devido à crise econômica, ao desabastecimento e a insegurança crescentes na Venezuela.

As manifestações e sua repressão já deixaram 14 mortos, 140 feridos e 600 detidos, em todo o país. O presidente Nicolás Maduro afirma que os protestos são um "golpe de Estado em andamento" e determinou a prisão do líder opositor Leopoldo López, acusado de promover a violência.

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