Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 28/02/2014
  • 23:08
  • Atualização: 23:19

Jovens executados moravam na Vila Planetário, diz polícia

Moradores dizem que violência na região do crime está fora de controle

Moradores dizem que violência na região do crime está fora de controle | Foto: Ricardo Giusti / CP

Moradores dizem que violência na região do crime está fora de controle | Foto: Ricardo Giusti / CP

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  • Correio do Povo

De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), as três vítimas executadas na vila Cruzeiro, na tarde desta sexta-feira, eram residentes na vila Planetário, na avenida Ipiranga, e não se sabe exatamente o que faziam no local. Para o delegado Rodrigo Pohlmann, os jovens poderiam estar envolvidos com o tráfico de drogas. “Essa hipótese não é descartada”, afirmou o delegado. “Também pode ter sido um acerto de contas entre grupos rivais”, destacou.

A movimentação da Polícia chamou a atenção dos moradores. A Polícia ainda não tem suspeitos do crime. A 4ª DHPP vai investigar o caso. O fuzilamento aconteceu por volta das 17h, quando pelo menos dois atiradores teriam surpreendido o trio. O primeiro rapaz foi morto de frente, sendo atingido por 11 tiros entre o peito e o pescoço. O segundo, na tentativa de fugir, foi alvejado com seis disparos enquanto corria, A terceira vítima, para escapar da ação dos criminosos, atravessou correndo a praça antes de tombar, sendo atingida por sete tiros.

Moradores da rua Rubens Alcântara, que preferiram não se identificar, disseram que a violência na região está sem controle. Eles defenderam a presença de um policiamento ostensivo no bairro. A vila Cruzeiro faz parte do Território da Paz — programa do governo do Estado que desenvolve ações de cidadania.

Entre dois e quatro suspeitos

A suspeita da Polícia é que mais de duas pessoas tenham participado do crime. Ao todo, os técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) encontraram mais de 20 tiros nos três corpos. A autoria e a motivação do triplo homicídio ainda são desconhecidas pela Polícia. Porém, os agentes da DHPP descartaram uma ligação entre esse crime com o ocorrido no lotação Otto/Teresópolis, na avenida Carlos Barbosa, no bairro Medianeira, que resultou na morte do motorista José do Carmo, 53 anos, na noite de quinta-feira.

Já a Brigada Militar afirmou quatro homens participaram das execuções. Três estavam em um carro e o quarto, numa moto. Eles teriam passado pela praça já atirando, surpreendendo as vítimas. Dois dos jovens morreram na hora O outro, morreu metros adiante, enquanto tentava fugir. Depois do crime, os executores fugiram pelas vielas da vila. Ninguém, nas cercanias, soube identificar os criminosos.

Moradores acreditam que jovens não conheciam região

Policiais militares, que atenderam à ocorrência, revelaram que os três jovens teriam ido até a zona Sul para cobrar uma dívida, que poderia ser relativa ao tráfico de drogas. “Eles (vítimas) provavelmente não conheciam a região, que é caracterizada por diversos acessos”, comentou um morador, que acompanhava o trabalho dos peritos. Um outro homem, que reside na vila, disse que a comunidade conhece quando alguém não é do no bairro. “Levaram a pior porque não conheciam a geografia do local, que possibilita que sejam feitas ciladas”, acrescentou.

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