Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 01/03/2014
  • 19:17
  • Atualização: 19:19

Sítio conhecido como “Cãodomínio” abriga quase 200 cachorros em Maquiné

Radialista de 61 anos cuida dos animais às margens da RS 407

No espaço estão cães de várias raças e dono aceita doações | Foto: Mauro Schaefer

No espaço estão cães de várias raças e dono aceita doações | Foto: Mauro Schaefer

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  • Correio do Povo

Na estrada que liga Capão da Canoa a Maquiné, a RS 407, uma construção chama a atenção na altura do km 4, com suas casinhas verdes na entrada. É o Sítio São Francisco de Assis, também conhecido como Cão-domínio. São 192 cachorros, das mais diversas raças, que foram adotados pelo radialista Paulo Roberto Silvelio Giglio, de 61 anos. Há 29 anos que Giglio se dedica a retirar das ruas de Capão da Canoa, Xangri-Lá, Atlântida, Imbé, Osório e arredores os animais que estão abandonados, que foram atropelados, agredidos e em situações próximas à morte. “Deus me deu essa missão e me dedico sempre a eles. Encontro a maioria em estado lamentável e trato deles e dou carinho”, explicou.

Giglio gasta em média 100 quilos de ração por dia, mas precisa reforçar a alimentação com pão velho recolhido de algumas padarias do Litoral. Ele também recebe, como doação, resto de carne e ossos de açougues da região. “Tenho apoio de veterinários que fazem o trabalho me cobrando menos, mas mesmo assim os gastos são altos”, comentou.

Todos os animais fêmeas são castrados, além do gasto com medicamento e material de limpeza. Por isso, Giglio está sempre de braços abertos para receber doações de quem se preocupa com seus cães e gosta de animais. “Assim, as pessoas podem adotar um cão sem levá-lo. Me parte o coração quando algum dos cachorros vai embora. Já tentei doá-los, mas não consigo”, revelou o tratador.

Muitos dos animais estão há muito tempo vivendo no sítio São Francisco de Assis. Lambes é o mais velho, com 17 anos, há 15 sob o olhar de Giglio. No espaço estão Rotweillers, Pinchers, Poodles, Pitbulls, Dogue Alemão e São Bernardo, entre outras raças conhecidas, mas a maioria é vira-lata mesmo. Para Giglio, todos são iguais. “Amo todos da mesma forma, desde o mais recente ao mais antigo”, completa o abnegado “síndico” do Cão-domínio.

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