Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 02/03/2014
  • 18:03
  • Atualização: 18:08

Manifestantes invadem Parlamento na Líbia e ferem a tiros dois deputados

Jovens exigiam a libertação de manifestantes detidos no sábado

Jovens exigiam a libertação de manifestantes detidos no sábado  | Foto: Mahmud Turkia / AFP / CP

Jovens exigiam a libertação de manifestantes detidos no sábado | Foto: Mahmud Turkia / AFP / CP

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  • Agência Brasil

Dois deputados líbios foram feridos neste domingo quando dezenas de jovens invadiram o edifício do Congresso Geral Nacional (CGN), a mais alta instância política do país, para exigir a libertação de manifestantes detidos no sábado.

Diversos veículos de comunicação da Líbia tinham confirmado que um dos parlamentares, Abdelrahmane Al Swihli, foi alvejado quando tentava abandonar o edifício. “Dois membros (do CGN) foram atingidos a tiro quando tentavam abandonar o local nos seus automóveis”, declarou o presidente do Parlamento líbio, Nuri Abou Sahmein, à emissora líbia Al-Nabaa.

Ele acusa manifestantes armados pelos incidentes. Antes, o porta-voz do CGN, Omar Hmidane denunciou agressões a alguns dos seus membros, acrescentando que foram destruídos diversos veículos de deputados. Uma deputada já havia relatado que os manifestantes, na sua maioria jovens e armados com facas e bastões, invadiram o local gritando “demissão, demissão”.

Os manifestantes exigem a dissolução do Congresso e protestam contra o sequestro, na véspera, de dezenas de pessoas que participavam de um protesto em frente ao edifício, situado no centro da capital da Líbia, Trípoli. Em um comunicado, o Ministério da Justiça informou ter detido jovens que foram exprimir a sua opinião.

De acordo com a Agência Lusa de notícias, um dos participantes no protesto relatou que, no sábado, homens armados dispararam para o alto e incendiaram uma tenda instalada pelos manifestantes em frente ao Congresso. Em seguida, sequestraram alguns dos participantes. Ele não soube precisar o número de pessoas sequestradas.

As manifestações contrárias ao CGN têm como origem a decisão de prolongar para dezembro de 2014 os mandatos que teriam fim em fevereiro. Sob pressão da população, que acusa a instituição de não ter conseguido restabelecer a ordem e acabar com a anarquia, o CGN decidiu recentemente organizar eleições antecipadas, mas ainda não fixou uma data.

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