Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 03/03/2014
  • 11:53
  • Atualização: 12:56

Ministro de Relações Exteriores russo justifica invasão à Crimeia

Ucrânia acusou Rússia de invasão militar e pediu que o Kremlin retire suas tropas

Ministro de Relações Exteriores russo justifica invasão à Crimeia | Foto: Alexander Namenov / AFP / CP

Ministro de Relações Exteriores russo justifica invasão à Crimeia | Foto: Alexander Namenov / AFP / CP

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O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, justificou nesta segunda-feira a entrada de tropas russas na região ucraniana da Crimeia como uma proteção para os cidadãos de seu país que vivem no local.

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O uso de tropas russas é necessário "até a normalização da situação política" na Ucrânia, disse Lavrov na abertura de uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. "Estamos falando aqui sobre a proteção de nossos cidadãos e compatriotas, sobre a proteção dos direitos humanos mais fundamentais, o direito a viver e nada mais", disse Lavrov.

A Ucrânia acusou a Rússia de invasão militar e pediu que o Kremlin retire suas tropas. Lavrov desconsiderou as críticas e disse que "chegam informações sobre preparativos de novas provocações, inclusive contra a frota russa no Mar Negro", que tem sua base na Crimeia, uma península estratégica que está efetivamente sob controle russo.

"Aqueles que tentam interpretar a situação como uma forma de agressão e nos ameaçam com sanções e boicotes são os mesmos parceiros que têm consistente e vigorosamente encorajado os poderes políticos próximos a eles a declarar ultimatos e renunciar ao diálogo", disse Lavorv. "Apelamos a eles que mostrem responsabilidade, coloquem de lado cálculos geopolíticos e coloquem os interesses do povo ucraniano acima de tudo." Lavrov vai se reunir ainda nesta segunda-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para discutir a situação. Os dois vão almoçar juntos, evento que acontecerá às margens da sessão do Conselho de Direitos Humanos, disse a porta-voz de Ban, Corinne Momal-Vanian.

"Eu peço à Federação Russa que evite qualquer ato que possa intensificar ainda mais a situação", declarou Ban aos jornalistas antes do encontro com Lavov. 

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