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03/03/2014 15:42 - Atualizado em 03/03/2014 16:07

Rússia teria dado ultimato para que forças da Ucrânia se rendessem na Crimeia

Nos últimos dias, russos assumiram o controle da região que permite a Moscou ter acesso aos mares do sul

Forças russas lançaram um ultimato aos militares ucranianos presentes na Crimeia<br /><b>Crédito: </b> Filippo Monteforte / AFP / CP
Forças russas lançaram um ultimato aos militares ucranianos presentes na Crimeia
Crédito: Filippo Monteforte / AFP / CP
Forças russas lançaram um ultimato aos militares ucranianos presentes na Crimeia
Crédito: Filippo Monteforte / AFP / CP

As forças russas lançaram um ultimato aos militares ucranianos presentes na Crimeia, ameaçando atacá-los se não se renderem, declarou nesta segunda-feira um porta-voz do ministério ucraniano da Defesa. "O ultimato é o seguinte: reconhecer as novas autoridades (pró-russas) na Crimeia, depor as armas e sair, ou estar dispostos a enfrentar
um ataque", afirmou o porta-voz, Vladislav Seleznev, acrescentando que ignorava o prazo fixado.

Ainda nesta segunda-feira,a  Rússia lançou o projeto de construção de uma ponte que vai unir o seu território à Crimeia, a península ucraniana de maioria russófona (de fala russa) e onde comandos pró-russos assumiram o controle, em pleno conflito com a Ucrânia.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, assinou um decreto que entrega à empresa pública Rossavtotor a concretização do projeto, cujos estudos devem ficar concluídos até novembro. “Seguimos atentamente a evolução da situação (na Ucrânia), mas existem decisões que são sempre difíceis”, declarou Medvedev.

O presidente russo, Vladimir Putin, obteve no último sábado autorização do Parlamento para uma intervenção militar na Ucrânia, oficialmente para proteger a população russa, que estaria ameaçada. A Ucrânia está sendo dirigida por um novo governo de transição pró-ocidental, na sequência da deposição do presidente Viktor Ianukóvitch, em fevereiro.

Nos últimos dias, russos assumiram de fato o controle do território da Crimeia, uma região estratégica que permite a Moscou ter acesso aos mares do sul, e onde está fundeada a frota russa do Mar Negro.

Em 2010, a Rússia e a Ucrânia assinaram protocolo de acordo sobre este projeto de ponte, que atravessa o Estreito de Kertch para unir a região russa de Krasnodar à Crimeia.

De momento, o acesso à Península da Crimeia – região que mais tem contestado as novas autoridades de Kiev e onde 60% dos habitantes são russos –, é acessível apenas por balsa.

A futura ponte, com 4,2 quilômetros de comprimento e largura de 22 metros, será dotada de passeios, uma autoestrada e uma ou duas vias férreas. A previsão é que a ponte seja cruzada anualmente por 20 milhões de pessoas. O custo do projeto está avaliado em 24 bilhões de rublos (480 milhões de euros).

Preocupada com os rumos na região da Crimeia, a União Europeia (UE) advertiu nesta segunda-feira que as relações com a Rússia estão em risco se Moscou "não frear a escalada" na Ucrânia. "Sem um freio da escalada por parte da Rússia, a UE deve decidir as consequências que isso terá nas relações bilaterais", indicaram os ministros europeus das Relações Exteriores em uma declaração obtida pela AFP ao término de uma reunião organizada de urgência em Bruxelas.

O texto cita consequências para as "discussões bilaterais com as autoridades russas sobre os vistos", assim como sobre um novo acordo de cooperação.

"Se não forem tomadas medidas rápidas e concretas para frear a escalada, uma série de contatos serão interrompidos", indicou o chanceler francês, Laurent Fabius, acrescentando que se, "a escalada não for freada antes de quinta-feira, estas medidas se tornarão efetivas".

O comissário europeu para a Política de Vizinhança, Stefan Fule, indicou no Twitter que a UE "condena firmemente a clara violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia e a agressão das forças armadas da Rússia".


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Fonte: AFP e Agência Brasil






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