Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 04/03/2014
  • 11:53
  • Atualização: 12:04

EUA prepara pacote de ajuda de 1 bilhão de dólares para Ucrânia

Empréstimo será para país se proteger das reduções dos subsídios no setor de energia

Secretário de Estado John Kerry chegou a Kiev nesta terça | Foto: Sergei Supinsky / AFP / CP

Secretário de Estado John Kerry chegou a Kiev nesta terça | Foto: Sergei Supinsky / AFP / CP

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A Casa Branca anunciou na manhã desta terça-feira uma garantia de empréstimo de 1 bilhão de dólares para a Ucrânia com o objetivo de ajudar o país a se proteger das reduções dos subsídios no setor de energia.

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A estatal russa Gazprom anunciou que vai cancelar o desconto dado à Ucrânia no preço do gás natural enviado ao país. Em entrevista televisionada nesta terça-feira, o executivo-chefe da companhia, Alexei Miller, disse que a Ucrânia tem uma dívida de 1,5 bilhão de dólares referente a compras de gás da Rússia. Ele acrescentou que o desconto será cancelado em 1º de abril.

A Rússia fornece uma fatia substancial do gás natural usado pela Ucrânia. Autoridades norte-americanas disseram que também estão preparadas para trabalhar com funcionários do governo em Kiev para reduzir a dependência dessas exportações. A Casa Branca afirmou que o auxílio tem como objetivo suplementar um pacote de ajuda mais amplo do Fundo Monetário Internacional, que já enviou funcionários para o território ucraniano que trabalham com o novo governo do país.

O secretário de Estado norte-americano John Kerry chegou a Kiev nesta terça-feira para mostrar o apoio dos Estados Unidos ao novo governo ucraniano, num momento em que a Ucrânia lida com um golpe militar na Crimeia, região estratégica e majoritariamente pró Rússia no sudeste do país. Além disso, o presidente russo Vladimir Putin afirmou não será desencorajado pelas sanções econômicas impostas pelo Ocidente por causa das ações de seu país em território ucraniano.

Enquanto estiver na Ucrânia, Kerry deve prestar homenagem às dezenas de manifestantes que morreram nos protestos contra o governo em 20 de fevereiro, que culminaram, dias depois, da queda do presidente Viktor Yanukovich.

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou a suspensão de acordos entre as Forças Armadas dos Estados Unidos e da Rússia, o que inclui exercícios, reuniões bilaterais, visitas portuárias e conferências. 

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