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04/03/2014 15:18

Declarações de Putin sobre Crimeia "não enganam ninguém", diz Obama

Crise na região motivou uma reunião da Otan para esta quarta-feira

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta terça-feira que as razões apresentadas por seu colega
russo, Vladimir Putin, para justificar sua incursão militar na Crimeia não enganam ninguém e que a ingerência russa na Ucrânia contribuirá para o isolamento de Moscou.

No entanto, Obama também fez referência a informações de que Putin, que havia dado uma coletiva de imprensa pouco antes, fez uma pausa para refletir sobre as alternativas à crise ucraniana.

O presidente americano afirmou que a União Europeia e aliados como Canadá e Japão acreditam que a Rússia violou o direito internacional. "O presidente Putin parece ter outra equipe de advogados, talvez outro conjunto de interpretações. Mas eu não acredito que esteja enganando ninguém", declarou Obama em uma escola de Washington DC.

Acusado pela oposição republicana de não exercer uma liderança firme na crise, Obama contesta a ideia de que o envio por Putin de milhares de soldados russos à Crimeia, parte da Ucrânia, constitua um sinal de força de Moscou.

Afirmou, pelo contrário, que a iniciativa era um "reflexo de que os países vizinhos da Rússia têm grandes preocupações e suspeitas em relação a este tipo de ingerência". "Se eles conseguirão algo" com este tipo de iniciativa, será "isolar ainda mais a Rússia", completou.

Reunião na OTAN
O embaixador da Rússia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alexandre Grushko, aceitou participar de uma reunião da organização para discutir a crise na Ucrânia, iniciativa de vários países membros da Aliança, disse Oana Lungescu, porta-voz da Otan. A reunião será nesta quarta-feira em Bruxelas.

O encontro vai ocorrer um dia depois da segunda reunião de emergência em três dias, dos embaixadores dos 28 países-membros da Aliança Atlântica, para debater a situação na Ucrânia e a ação da Rússia na península ucraniana da Crimeia.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do presidente ucraniano Viktor Ianukóvitch, e Moscou enviou nas últimas horas tropas para a república autônoma da Crimeia, com uma maioria de cidadãos russos e base da frota russa do Mar Negro.

A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo presidente da Ucrânia.

A segunda reunião de emergência da Otan foi marcada a pedido da Polônia, que invocou o Artigo 4º do Tratado da Aliança Atlântica, por se considerar ameaçada pela possível intervenção armada da Rússia.

Nos termos daquele artigo “qualquer aliado pode solicitar consultas sempre que, na opinião de qualquer um deles, a sua integridade territorial, a independência política ou a segurança é ameaçada”, indicou a Aliança Atlântica.

Putin diz que houve golpe na Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou hoje uma "tomada de poder pelas armas" na Ucrânia, acrescentando que o que ocorreu foi um "golpe de Estado anticonstitucional", resultado de uma insurreição armada.

Estas foram as primeiras declarações de Putin sobre a crise na Ucrânia durante entrevista a grupo de jornalistas, veiculada pela televisão oficial. Putin disse que o envio de tropas russas para a Ucrânia "não é necessário neste momento" e acrescentou que a Rússia se reservou o direito de usar "todos os meios" para proteger os seus cidadãos neste país.

"No que se refere ao envio de tropas, não é necessário de momento, mas essa possibilidade existe", disse Putin.
A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do presidente Viktor Ianukóvitch, por causa da Crimeia, península do Sul do país onde se fala russo e está localizada a frota da Rússia no Mar Negro.

A Câmara Alta do Parlamento russo aprovou no sábado, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar "o recurso às Forças Armadas russas no território da Ucrânia".

As forças russas que cercam a base aérea ucraniana de Belbek, perto de Sebastopol, na Crimeia, dispararam tiros de aviso contra militares ucranianos que tentavam se aproximar, informou um oficial das forças locais.

Os homens dispararam para o ar quando um grupo de 300 militares ucranianos se aproximou do aeroporto, na manhã de hoje. Além de disparar os tiros para o ar, os russos disseram que abririam fogo para evitar que os ucranianos se aproximassem.

Diante da ameaça, os soldados ucranianos não continuaram e ficaram na área externa da base, onde forças russas cercam a base de Belbek.

Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garante que as unidades militares ucranianas estão sendo impedidas por forças locais simpatizantes ao governo russo e não por tropas sob seu comando. Putin fez a declaração durante entrevista coletiva divulgada pela televisão estatal russa.


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Fonte: AFP e Agência Brasil






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