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05/03/2014 11:16 - Atualizado em 05/03/2014 11:22

"Pintar Papa como se fosse Super-Homem é ofensivo", diz Francisco

Prestes a celebrar primeiro ano de pontificado, pontífice falou sobre "franciscomania"

 Pintar Papa como se fosse Super-Homem é ofensivo, diz Francisco<br /><b>Crédito: </b> Andreas Solaro / AFP / CP
Pintar Papa como se fosse Super-Homem é ofensivo, diz Francisco
Crédito: Andreas Solaro / AFP / CP
Pintar Papa como se fosse Super-Homem é ofensivo, diz Francisco
Crédito: Andreas Solaro / AFP / CP

O Papa Francisco afirmou nesta quarta-feira que não gosta que o idealizem, em uma longa entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera" na qual assegurou que "pintar o papa como se fosse uma espécie de Superman (Super-Homem, em inglês), uma espécie de astro, soa ofensivo".

O pontífice argentino, que está prestes a celebrar seu primeiro ano de pontificado, ao ser interrogado sobre a "franciscomania" que foi desencadeada no mundo após sua eleição, no dia 13 de março de 2013, por seu estilo simples e direto, rejeitou a idealização. "Não gosto das interpretações ideológicas, de uma certa mitologia do papa Francisco(...) Sigmund Freud dizia, se não estou errado, que em toda idealização há uma agressão", afirmou.

Na entrevista, publicada também de forma simultânea e exclusiva pelo jornal argentino "La Nación", o primeiro pontífice latino-americano garante que combinou com o papa emérito Bento 16 que participe ativamente da vida da igreja. "Não é uma estátua de museu", afirmou Francisco ao se referir ao seu antecessor, a quem admira por sua sabedoria, que é "um dom de Deus", disse.

Francisco confessa que quando foi eleito "não tinha nenhum projeto para mudar a Igreja" e que está aplicando as sugestões dos cardeais apresentadas durante as reuniões prévias ao conclave para a eleição do sucessor de Bento 16 após sua histórica renúncia. "Comecei a governar buscando colocar em prática tudo o que havia surgido no debate entre os cardeais das diversas congregações. E em minhas ações espero contar com a inspiração do Senhor", explicou.

Interrogado sobre temas como bioética e moral sexual, o Papa garantiu: "Nunca entendi a expressão 'valores não negociáveis'. Os valores são valores e basta. Não posso decidir qual dos dedos da mão é mais útil que o resto, então não entendo em que sentido podem existir valores negociáveis", declarou. "O que tinha para dizer sobre o tema da vida deixei por escrito em 'Evangelii Gaudium'", explicou o pontífice, referindo-se a sua primeira Exortação Apostólica.

Como anedota, o Papa confessou que teve uma namorada aos 17 anos e que, quando estava no seminário, uma menina "virou sua cabeça durante uma semana", contou. "Eram coisas de jovens. Falei depois com o confessor", explicou com um grande sorriso.


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Fonte: AFP






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