Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 05/03/2014
  • 14:57
  • Atualização: 15:00

EUA aumentam apoio militar à Polônia e a países do Báltico

Tensão na região se intensificou depois que a Rússia enviou tropas à Crimeia

  • Comentários
  • Agência Brasil

Os Estados Unidos decidiram intensificar a cooperação militar com a Polônia e os países do Báltico para mostrar “apoio” aos aliados na sequência da intervenção da Rússia na Ucrânia. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo secretário da Defesa, Chuck Hagel.

A cooperação vai passar pelo reforço dos treinos aéreos conjuntos e a participação na proteção do espaço aéreo dos países bálticos – Estônia, Letônia e Lituânia -, acrescentou o chefe do Pentágono na Comissão de Forças Armadas do Senado. Um destacamento militar norte-americano, com uma dezena de homens, está estacionado em duas bases aéreas da Polônia para organizar os exercícios conjuntos.

A proteção do espaço aéreo da Estônia, Letônia e Lituânia é assegurado há dez anos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).  Hagel disse ainda que o chefe do comando europeu da Otan, o general Philip Breedlove, vai reunir-se com os ministros da Defesa dos países da Europa Central e do Leste. 

Além das medidas promotoras de confiança nos aliados da região, a crise na Ucrânia exige, segundo Hagel, “uma liderança estável e firme”. “Devemos estar todos ao lado do povo ucraniano no apoio à integridade territorial e à soberania (da Ucrânia), como ao seu direito de ter um governo que responda às (suas) aspirações”, disse.

O chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, general Martin Dempsey, confirmou a suspensão, decidida na última segunda-feira, da cooperação militar com a Rússia. A tensão na região acentuou-se nos últimos dias com a decisão da Rússia de enviar tropas para a República Autônoma da Crimeia, ao Sul da Ucrânia, território de maioria russa e estratégico para Moscou, que tem ali a base da sua frota do Mar Negro.

A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo governo da Ucrânia, formado pelos três principais partidos de oposição ao presidente ucraniano Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado.

Bookmark and Share