Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 06/03/2014
  • 13:40
  • Atualização: 13:48

Centro da Capital é palco de ato a favor do governo da Venezuela

Organização que promoveu o ato distribuíram panfletos explicando a situação do país latino-americano

Ato ocorreu na Esquina Democrática, ponto tradicional de manifestações populares | Foto: Samuel Maciel

Ato ocorreu na Esquina Democrática, ponto tradicional de manifestações populares | Foto: Samuel Maciel

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

A Esquina Democrática, tradicional local das manifestações populares na capital gaúcha, foi o palco de um ato simbólico a favor do governo da Venezuela, no início da tarde desta quinta. Promovido pela organização política Marighella, a mobilização foi uma demonstração de apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro, em função de uma série de protestos que se sucedem no país, com maior intensidade nas três últimas semanas. Durante o ato, eles distribuíram panfletos explicativos e fizeram manifestações esclarecendo as causas dos protestos.

De acordo com o integrante da diretoria da Marighella, João Herminio Marques, é fundamental conscientizar a população sobre a origem das mobilizações. Segundo ele, a Venezuela vive consequências de uma crise econômica. Porém, a dificuldade provocada por este desequilíbrio está sendo explorada pela oposição política no país. “A Venezuela atingiu importantes avanços nos últimos anos e, assim como outros países da América Latina, está sofrendo os impactos da crise econômica mundial. Um desses pontos, e talvez o principal, é o que envolve o abastecimento de alimentos”, explicou Marques.

O integrante do movimento também explicou que os protestos, em especial na capital Caracas, têm um nível de violência muito alto, o que fez o governo reagir. Para ele, a situação da Venezuela deve ser analisada como um problema de política internacional. Marques recordou que o país é muito visado, em especial pelos Estados Unidos, por ter a maior reserva de petróleo do mundo. “É evidente que há interesses externos para desvalorizar as reformas sociais implantadas no país pelo ex-presidente Hugo Chávez (que morreu há um ano) e o atual, Maduro”, enfatizou ele.

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