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06/03/2014 15:39 - Atualizado em 06/03/2014 16:23

Referendo na Crimeia violará o direito internacional, diz Obama

Presidente dos EUA acredita em solução diplomática para o conflito

Referendo na Crimeia violará o direito internacional, diz Obama<br /><b>Crédito: </b> Mandel Ngnan / AFP / CP
Referendo na Crimeia violará o direito internacional, diz Obama
Crédito: Mandel Ngnan / AFP / CP
Referendo na Crimeia violará o direito internacional, diz Obama
Crédito: Mandel Ngnan / AFP / CP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta quinta que a convocação de um referendo na Crimeia sobre sua reintegração à Rússia violaria a soberania da Ucrânia e do direito internacional. Ele também disse que Washington e seus aliados estão unidos contra a incursão russa na país, mas assegurou que uma solução diplomática para o conflito continua sendo possível.

"Em 2014, os tempos em que as fronteiras podiam ser redefinidas depreciando os dirigentes democraticamente eleitos já passou", asseguro Obama. Nesta quinta, o presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchinov, anunciou que lançará um procedimento para dissolver a assembleia regional da Crimeia.

EUA enviam destróier para Mar Negro para exercícios

Hoje, um destróier dos Estados Unidos, chamado "USS Truxtun", foi enviado para o Mar Negro. O anúncio foi feito pela Marinha do país, que explicou que a ação já estava prevista antes do início da crise na Ucrânia.

O navio de guerra partiu de uma base na Grécia para "exercícios conjuntos com forças romenas e búlgaras no Mar Negro", indicou o exército americano em um comunicado, classificando a operação como de rotina. No entanto, apesar do "Truxtum" ter saído dos EUA antes do começo do conflito na Ucrânia e da intervenção russa na Crimeia, a presença de um destróier americano a poucos quilômetros do país serve como uma mensagem para Moscou.

O navio conta com uma tripulação de 300 membros e é um dos mais novos da frota do país. Está equipado com mísseis antiaéreos e antissubmarinos.

O Pentágono suspendeu a cooperação militar com Moscou depois da intervenção russa na Crimeia, em 28 de fevereiro. Além disso, anunciou medidas de apoio aos seus aliados da OTAN no Leste Europeu.

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Fonte: AFP






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