Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 06/03/2014
  • 21:14
  • Atualização: 21:38

EUA criticam referendo da Crimeia e defende integridade da Ucrânia

Secretário americano de Estado afirmou que pedido de adesão à Rússia viola a lei internacional

Kerry diz que referendo viola lei internacional  | Foto: Kevin Lamarque/ AFP / CP

Kerry diz que referendo viola lei internacional | Foto: Kevin Lamarque/ AFP / CP

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  • AFP

 "A Crimeia faz parte da Ucrânia", enfatizou nesta quinta-feira, o secretário americano de Estado, John Kerry, após o parlamento da península ucraniana anunciar um referendo sobre a adesão à Rússia, no dia 16 de março. "Crimeia é Ucrânia e apoiamos a integridade territorial da Ucrânia", reforçou Kerry, antes de afirmar que o referendo proposto viola a Constituição, a lei internacional e a soberania ucraniana.

O representante internacional dos EUA pregou o respeito às normas mundiais. “Os Estados Unidos não podem deixar que a Rússia ou qualquer outro país desafie impunemente as leis internacionais,mas queremos que o presidente Putin, a Rússia e todo o mundo entendam que preferimos um retorno à normalidade", assinalou o secretário de Estado.

"Tendo em conta a opinião da Ucrânia e as contribuições de nossos aliados europeus, fizemos sugestões ao ministro (russo, das Relações Exteriores, Serguei) Lavrov, que serão comunicadas pessoalmente ao presidente Putin", acrescentou.  "Concordamos em permanecer em estreito contato para ver se há um caminho na mesa de negociações entre as partes, para poder estabilizar a situação, mas nos reservamos o direito de adotar medidas adicionais", advertiu Kerry.

Washington anunciou nesta quinta-feira, restrições a entrega de vistos e o congelamento de ativos de ucranianos e russos que considera responsáveis pela situação na Ucrânia, enquanto os líderes da União Europeia, reunidos em Bruxelas, suspendiam as negociações bilaterais sobre vistos. O parlamento da Crimeia pediu ao presidente Putin a adesão à Rússia e anunciou um referendo para o dia 16 de março. O território é controlado desde 28 de fevereiro por forças armadas pró-Rússia. 

Nesta quinta-feira, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou a ajuda econômica prometida à Ucrânia, por 385 votos contra 23, e a medida passará agora ao Senado. O projeto autoriza o departamento de Estado a garantir empréstimos às autoridades de Kiev, o que significa que Washington será o fiador para futuros créditos concedidos à Ucrânia. O departamento de Estado quer garantir à Ucrânia ao menos 1 bilhão de dólares em créditos.


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