Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 07/03/2014
  • 15:49
  • Atualização: 15:54

ONU denuncia o impacto do conflito da Síria em escolas e hospitais

Conselho de Segurança discutiu como as crianças sírias são afetadas

 Ban Ki-moon falou sobre a insegurança nas escolas sírias  | Foto: Frabrice Cofrini / AFP / CP

Ban Ki-moon falou sobre a insegurança nas escolas sírias | Foto: Frabrice Cofrini / AFP / CP

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  • AFP

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enfatizou nesta sexta-feira a urgência de impedir que as escolas e os hospitais sejam atacados pelos combatentes na Síria. "Mais de 2,2 milhões de crianças (sírias) não vão mais à escola. Em várias zonas de conflito no mundo, as escolas e os hospitais se veem presos entre dois fogos", alertou Ki-moon.

Durante um debate geral no Conselho de Segurança sobre a situação das crianças nos conflitos armados, Ban enfatizou que 40% dos hospitais públicos sírios não funcionam e uma em cada cinco escolas foi destruída ou ocupada por pessoas que foram deslocados de seu lar pelos combates.  

A representante especial da ONU, Leila Zerrougui, enfatizou ante o Conselho que as crianças continuam morrendo e sendo feridas sem descanso na Síria, ou são recrutadas pelos combatentes. "Não podemos permitir uma geração perdida na Síria", advertiu.

A ONU identificou oito países nos quais as foças governamentais continuam utilizando crianças, apesar de seis deles (Afeganistão, Chade, Sudão do Sul, Mianmar, Somália e República Democrática dol Congo) já terem assinado um plano de ação com a ONU para eliminar progressivamente esta prática. As negociações continuam com o Sudão e o Iêmen.


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