Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 08/03/2014
  • 00:44
  • Atualização: 09:20

TRT4 tem administração composta só por mulheres

Tribunal conta com121 juízas e 21 desembargadoras

Tribunal tem administração composta só por mulheres | Foto: Divulgação / CP

Tribunal tem administração composta só por mulheres | Foto: Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), Cleusa Regina Halfen, coordena uma situação inédita no país. Pela primeira vez, o TRT tem duas administrações consecutivas compostas apenas por mulheres. O pioneirismo é reflexo de uma construção gradual que colabora para que, atualmente, haja um equilíbrio na ocupação de cargos entre homens e mulheres na instituição. De acordo com Cleusa, no TRT atuam, neste momento, 21 desembargadoras e 25 homens. São 121 juízas contra 120 juízes.

A maior diferença está entre os 3.444 servidores do tribunal, dos quais 1.680 são mulheres e 1.764 são homens. Para administrar toda essa estrutura, a presidente do TRT4 conta com um orçamento de mais de R$ 1 bilhão. “A atribuição da presidente é gerir esse grande tribunal, considerado o quinto do Brasil, ficando atrás somente das instituições de São Paulo, Campinas, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, lembrou Cleusa Halfen, que atua ao lado da vice-presidente Ana Luiza Heineck Kruse, da corregedora Beatriz Renck e da vice-corregedora Carmen Izabel Gonzalez.

A desembargadora-presidente do TRT4 conta que iniciou muito jovem no trabalho. O primeiro emprego, aos 14 anos, foi em escritórios de empresas privadas e depois em bancos, na sua cidade natal, Pelotas. No Tribunal Regional do Trabalho, Cleusa entrou como servidora concursada e foi galgando postos. Passou por muitas cidades e deparou com diferentes estágios da profissão.

“No início, as condições de trabalho eram precárias, especialmente para as mulheres que passavam, muitas vezes, a semana toda longe de casa e tinham que deixar os filhos aos cuidados dos pais e das avós”, comenta. Ela conseguiu conciliar as tarefas. Criou duas filhas, hoje formadas em Direito.

Com a experiência adquirida com o trabalho e a vida, a desembargadora vê características diferentes entre homens e mulheres. “Temos traços mais intensos de sensibilidade, de afetividade. Somos mais detalhistas, muito dedicadas, e isso acaba humanizando a gestão. Mas a competência depende das qualidades de cada um, independentemente do gênero”, avaliou a presidente do TRT4. “A minha trajetória prova a força da persistência das mulheres. Eu me sinto muito feliz e realizada na carreira que escolhi”, acrescentou Cleusa.


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