Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 08/03/2014
  • 19:42
  • Atualização: 19:51

Milhares vão às ruas em Paris pelos direitos das mulheres

Manifestantes pediram fim da violência

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  • AFP

Milhares de pessoas marcharam neste sábado à tarde em diferentes ruas de Paris, na França, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos das Mulheres. Por trás de uma faixa que pedia "Chega de violência contra as mulheres", a passeata principal, que reuniu 2,1 mil pessoas segundo a polícia, respondeu à convocação de associações feministas, de defesa dos direitos humanos, de sindicatos e de partidos de esquerda.

Várias associações internacionais também estiveram presentes para defender, em particular, o direito ao aborto, em xeque na Espanha. "Abortar, um direito. Integristas ilegais", exigia a associação Solidariedade Mulheres do Mundo Inteiro. "Não queremos mendigar nosso direito a abortar", disseram as espanholas que estavam na passeata. Já as iranianas pediam "não ao véu obrigatório", acompanhadas por tâmeis, mulheres do Curdistão com trajes tradicionais e por tunisianas.

Segundo Nicole Savy, do grupo feminino da Liga dos Direitos Humanos, na França, "os direitos das mulheres estão bem representados, mas as leis não são aplicadas". Para ela, o exemplo do aborto é "o mais surpreendente, porque se fecham hospitais, maternidades, e os centros de interrupção voluntária da gravidez são cada vez menos numerosos".

No mesmo horário, em outro bairro da capital francesa, prostitutas e defensores das mulheres que usam véu caminharam juntos, em uma marcha que reuniu cerca de mil pessoas - segundo os organizadores - e 850 - de acordo com a polícia.

Sete mulheres, que se proclamaram militantes do mundo árabe e muçulmano, protestaram nuas em Paris, contra "a opressão". Com bandeiras de Tunísia, Irã, França e arco-íris, elas tiraram a roupa na frente da entrada do Museu do Louvre e caminharam entre as fontes que ficam ao lado da pirâmide de acesso. Entre elas, estava Amina Sboui, uma ex-militante do Femen que deixou o grupo feminista por ser, segundo ela, islamofóbico.

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