Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 08/03/2014
  • 20:05
  • Atualização: 20:31

"Mudei faz dois meses", lamenta moradora ao abandonar prédio

Edifício na zona Leste de Porto Alegre foi interditado após desabamento

Edifício na zona Leste de Porto Alegre foi interditado após desabamento | Foto: Fabiano do Amaral

Edifício na zona Leste de Porto Alegre foi interditado após desabamento | Foto: Fabiano do Amaral

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  • Luiz Sérgio Dibe / Correio do Povo

Desolamento é o sentimento compartilhado pelas 12 famílias que tiveram que abandonar às pressas o prédio onde moravam, na zona Leste de Porto Alegre, interditado pelo Corpo de Bombeiros em decorrência de um desabamento neste sábado. “Mudei faz somente dois meses. Foi uma péssima surpresa”, desabafou a contadora Eliane Voss, 48 anos, diante do edifício, no bairro Petrópolis, com algumas bolsas nas mãos – únicos pertences a que teve acesso.

Já Laura Santos Chaves, 50 anos, que mora em um dos apartamentos há um ano e meio, admitiu sentir-se mais segura com a vistoria. “Tem rachaduras que atravessam a parede da minha sala. Espero que vejam a sério se não existe risco para nossas vidas", disse a diarista que vive com a filha Bruna, de 18 anos.

Para não deixar os inquilinos desamparados, as três irmãs proprietárias do edifício Erli autorizaram a imobiliária Zimmer, administradora do condomínio, a alojar em hotel os moradores que não optarem pela casa de parentes. O representante da Zimmer, corretor de imóveis Nelson Ganzer, esteve no local, conversou com as pessoas e ofereceu as informações necessárias aos ajustes. Segundo ele, há suspeita de que a forte chuva da manhã tenha contribuído com o acidente. “Acreditamos que possa haver defeito em uma calha. A água deve ter acumulado e atravessado o telhado, estufando o forro, que inchou e caiu”, defendeu Ganzer. Ele afirmou que a construção possui cerca de 60 anos e garantiu que serviços de manutenção são realizados com frequência.

Administradores do condomínio, situado no número 389 da avenida Barão do Amazonas, prometeram vistoria de engenheiro para atestar a estabilidade estrutural para esta segunda-feira. O desabamento ocorreu no forro do corredor que dá acesso à escadaria, no terceiro andar. “Houve dano em parte da estrutura de suporte do telhado e de sustentação da forração. Como há risco de queda desse material, foram definidas interdição e desocupação do prédio”, explicou o agente da Defesa Civil da Capital, Márcio Cardoso. Segundo o major do Corpo de Bombeiros Elemar de Mello, análise preli minar apontou sinais de rachaduras e infiltrações. Ambas instituições deverão inspecionar o local antes do retorno dos moradores ao prédio

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