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09/03/2014 12:17 - Atualizado em 09/03/2014 12:28

Autoridades pró-russas da Crimeia são legítimas, diz Putin

Presidente russo conversou com a chanceler alemã Angela Merkel e com o premiê britânico David Cameron

O presidente russo Vladimir Putin considerou que as autoridades pró-russas da península ucraniana da Crimeia, que devem organizar um referendo no dia 16 de março para pedir sua anexação à Rússia, são "legítimas", anunciou neste domingo o Kremlin.

Durante conversas telefônicas com a chanceler alemã Angela Merkel e o premiê britânico David Cameron, Putin "ressaltou que as medidas adotadas pelas autoridades legítimas da Crimeia estão em conformidade com o direito internacional e visam proteger os interesses legítimos da população", informou o Kremlin em um comunicado.

"O presidente russo também chamou a atenção de seus interlocutores sobre a ausência de qualquer ação das autoridades presentes em Kiev para limitar as atividades ultranacionalistas e as forças radicais na capital e em muitas regiões", segundo o comunicado.

Putin também disse a Cameron que "quer achar uma solução diplomática para a crise na Ucrânia".

A Rússia tem repetidamente alertado que a situação na Ucrânia está fora de controle e que a população de língua russa é alvo de violência desde a destituição, em 22 de fevereiro, do presidente pró-russo Viktor Yanukovytch e a chegada ao poder de líderes pró-europeus.

O Ocidente acredita que não há nenhuma evidência de violência e acusa a Rússia, cujas forças controlam a Crimeia, de adotar uma estratégia de propaganda.

"Apesar das diferenças de abordagem sobre a situação, os interlocutores manifestaram um interesse comum na escalada das tensões e normalização o mais breve possível da situação", disse o Kremlin.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, chamou de "ilegítima" a decisão do Parlamento da Crimeia de solicitar a anexação da península ucraniana à Rússia, depois de uma reunião com os líderes da União Europeia em Bruxelas.
Yatsenyuk também ressaltou que o referendo na Crimeia em 16 de Março "não tem base jurídica".

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Fonte: AFP






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