Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 10/03/2014
  • 17:13
  • Atualização: 17:19

Cúpula do PMDB irá se reunir com PT para definir alianças

Segundo ministro da Casa Civil, há possibilidade do PT abrir mão de lançar candidatos em até seis estados

Segundo ministro da Casa Civil, há possibilidade do PT abrir mão de lançar candidatos em até seis estados | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / aBR / CP

Segundo ministro da Casa Civil, há possibilidade do PT abrir mão de lançar candidatos em até seis estados | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / aBR / CP

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Num movimento para tentar aliviar, amenizar a crise com o governo, o presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta segunda-feira, que integrantes da cúpula do partido vão conversar na próxima quinta-feira com o presidente do PT, Rui Falcão, sobre as alianças nos estados. Segundo Raupp, a decisão de fazer o encontro foi tomada esta manhã, em conversa que ele teve com a presidente Dilma Rousseff.

Devem participar do futuro encontro, possivelmente em Brasília, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e
outros integrantes das bancadas dos dois partidos. O peemedebista disse que há uma possibilidade de o PT abrir mão de lançar candidatos em até seis estados para apoiar nomes do PMDB. "Por aí a gente vai avançar e vai 'distensionando' essa crise que é normal dentro da vida pública, na política", afirmou, ao admitir que um dos principais motivos da "tensão" com os petistas são as alianças regionais.

Contudo, o presidente do PMDB não disse se o acerto da aliança de peemedebistas e petistas nos Estados envolveria Rio de Janeiro e Ceará, Estados onde as divergências entre os dois partidos são maiores. No Rio, o PT quer emplacar o nome do senador Lindbergh Farias, mas o PMDB aposta no atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão, para concorrer ao governo do Estado. No Ceará, por sua vez, os peemedebistas lançarão o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), enquanto petistas querem apoiar um nome do grupo do atual governador Cid Gomes, do PROS.

Segundo Raupp, a presidente se mostrou esta manhã "aberta" às conversações quanto às alianças regionais. O presidente do PMDB frisou que, em nome da aliança nacional - o partido detém a vice com Michel Temer -, o parceiro preferencial do partido nos Estados é o PT. "As conversas estão abertas, não podemos dinamitar as pontes. As pontes têm que sempre estar intactas para continuar avançando", afirmou. Para Raupp, em relação à tensão da bancada da Câmara, em que alguns integrantes pregam o rompimento da aliança com Dilma, o momento é de "deixar a poeira assentar, dar um tempo". Ele também disse que não crê que a crise com a Câmara chegue à bancada do Senado.

O presidente do PMDB negou que o partido esteja fazendo uma "crise artificial" com o governo para acelerar a reforma ministerial. Segundo ele, a reforma tem "um tempo" e os ministros que são candidatos em outubro têm
até 3 de abril para deixarem os cargos. "O PMDB, como partido, não fica pleiteando (ministérios). A indicação de ministérios é de competência exclusiva da presidente da República", frisou. Raupp disse que o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), um dos cotados para ganhar uma pasta na Esplanada dos Ministérios, só assumiria um ministério se fosse para ser uma "solução". "(Vital) não seria ministro para desagregar", destacou.

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