Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 11/03/2014
  • 08:39
  • Atualização: 08:56

Crimeia adota declaração de independência para se unir à Rússia

Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares que votaram

Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares votantes | Foto: Yury Kirnichny / AFP / CP

Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares votantes | Foto: Yury Kirnichny / AFP / CP

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O parlamento regional da Crimeia aprovou nesta terça-feira, durante sessão extraordinária, uma declaração de independência da Ucrânia para se juntar ao território russo. Segundo a agência Interfax, esse é mais um passo processual necessário para o território pedir a homologação da incorporação com a Rússia. A decisão emergencial ocorre antes do referendo marcado para o dia 16 de março, no próximo domingo, que vai consultar a população sobre a decisão. Na semana passada, o mesmo parlamento já havia votado a favor da separação.

Segundo a agência russa Ria Novotis, a declaração foi aprovada por 78 dos 100 membros do parlamento crimeniano. "Esse documento é muito importante para reforçar nosso referendo e ajudar a Crimeia a se incorporar a Rússia", disse o parlamento em comunicado.

Na manhã desta terça, o presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovich, disse que ainda se considera o presidente legítimo do país e que as eleições marcadas para maio são ilegais. Em comunicado entregue na Rússia, onde está refugiado, Yanukovich não emitiu opinião sobre o referendo na Criméia. Contudo, culpou o governo interino por alimentar as divisões que têm impulsionado a dissolução da península na Ucrânia. "A Ucrânia está passando por um momento difícil", disse Yanukovich. "Suas divergências levaram à cisão da Crimeia. Acima de tudo,
vamos sobreviver a este tumulto".

Yanukovich manteve o tom desafiador com os países do ocidente, acusando os líderes de legitimar um novo governo ucraniano que tomou o governo ilegalmente através da força. "Eu gostaria de lembrar a todos que não sou apenas o líder legítimo da Ucrânia, mas também o chefe do Exército. Ainda estou vivo e não fui cassado de acordo com as normas da Constituição ucraniana", afirmou.

Guarda Nacional

Com a situação agravante na Crimeia, o presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, pediu nesta
terça-feira a formação de uma Guarda Nacional para combater os movimentos militares russos no país. O Parlamento Nacional vai avaliar a possibilidade de transformar as tropas do Ministério do Interior em uma guarda defensiva, incluindo todos os voluntários e membros do Exército.

O primeiro-ministro interino do país, Arseniy Yatsenyuk, viaja amanhã para Washington, nos Estados Unidos, para se encontrar com o presidente Barack Obama. Ele tem intensificando os pedidos às nações ocidentais para que defendam a Ucrânia contra um país (Rússia) "que está armado até os dentes e tem armas nucleares".

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