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11/03/2014 12:40 - Atualizado em 11/03/2014 12:59

Lotéricos gaúchos ameaçam parar a partir do dia 22

Empresários alegam defasagem nas tarifas pagas pela Caixa Econômica Federal

Atendimento nas lotéricas do RS pode ser suspenso<br /><b>Crédito: </b> Paulo Nunes
Atendimento nas lotéricas do RS pode ser suspenso
Crédito: Paulo Nunes
Atendimento nas lotéricas do RS pode ser suspenso
Crédito: Paulo Nunes

Os lotéricos do Rio Grande do Sul poderão paralisar suas atividades a partir do dia 22 de março. Os empresários alegam defasagem nas tarifas pagas pela Caixa Econômica Federal (CEF). O vice-presidente do Sindicato dos Agentes Lotéricos, Correspondentes Bancários, Comissários e Consignatários do RS (Sincoergs), Marco Antônio Kalikowski, destacou que a situação é insustentável nos 800 estabelecimentos do Estado devido aos valores pagos pela Caixa.

“As tarifas que recebemos pelos serviços prestados tiveram nos últimos anos reajuste inferiores aos índices de inflação do mercado”, explicou. No RS, as agências lotéricas empregam cerca de três mil trabalhadores. Os estabelecimentos do Estado atendem a cerca de cinco milhões de pessoas por mês.

Segundo Kalikowski, por uma conta de luz em agosto de 2001, as agências lotéricas recebiam o valor de R$ 0,22 por documento. Passados 13 anos, em janeiro de 2014, os estabelecimentos recebem R$ 0,37 para a autenticação de uma conta. “O ideal é que os lotéricos recebessem da Caixa o valor de R$ 0,60 por documento”, ressaltou.

Conforme o sindicalista, os estabelecimentos nos últimos anos realizaram uma série de serviços antes feitos apenas pelos bancos. “Com essa demanda de serviço, foi necessário qualificar os funcionários e pagar um salário melhor. Os nossos custos aumentaram e mesmo assim a Caixa não reconhece os serviços prestados pelas agências”, acrescentou. Segundo ele, existem jogos entre os produtos oferecidos pelos estabelecimentos que não tem reajuste em seus valores a mais de 10 anos, o que inviabiliza a sua comercialização.

De acordo com Kalikowski, devido à circulação de alta quantia de dinheiro, os lotéricos tiveram que investir em segurança, como é o caso de aquisição de câmeras de segurança e contratação de vigilantes. “Até o momento não recebemos resposta da Caixa à reivindicação de reajuste das tarifas pagas pelo banco aos lotéricos”, comentou. No dia 22 de março, em Florianópolis, os lotéricos do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Santa Catarina realizam uma assembleia que pode decidir pela paralisação das atividades.

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Fonte: Cláudio Isaias / Correio do Povo






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