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11/03/2014 16:17 - Atualizado em 11/03/2014 16:21

Perícia avalia que gás tóxico se dissipou na boate Kiss

Levantamento fotográfico do local durou duas horas e 40 minutos em Santa Maria

Levantamento fotográfico da boate Kiss durou duas horas e 40 minutos<br /><b>Crédito: </b> João Vilnei / Especial CP
Levantamento fotográfico da boate Kiss durou duas horas e 40 minutos
Crédito: João Vilnei / Especial CP
Levantamento fotográfico da boate Kiss durou duas horas e 40 minutos
Crédito: João Vilnei / Especial CP

Após duas horas e 40 minutos de trabalho na boate Kiss, em Santa Maria, no Centro do Estado, o Instituto Geral de Perícias (IGP) constatou que o gás tóxico se dissipou no local e não tem mais a mesma força, mais de um ano depois da tragédia que resultou na morte de 242 pessoas. Todo o material coletado durante o levantamento fotográfico foi colocado em sacos plásticos lacrados.

Integrantes do movimento Santa Maria do Luto à Luta aguardaram o trabalho de perícia em frente ao prédio da Kiss. No local, o grupo vaiou os advogados dos empresários Elissandro Sphor, o Kiko, e Mauro Hoffmann. Uma das lideranças do movimento, Flávio Silva, destacou que as famílias das vítimas e sobreviventes da tragédia estão “vigilantes”. “Não vão esmorecer até que a justiça seja feita”, ressaltou.

A porta principal do prédio estava lacrada e foi reaberta pelos peritos às 13h15min. Os peritos recolheram materiais e produziram imagens do interior da boate, que serão anexadas ao processo criminal. O trabalho consistiu em um completo levantamento com a medição e a descrição de cada setor que integrava a estrutura.

A perícia fez parte da última etapa antes da completa remoção dos escombros da boate. Após o recolhimento do material, a empresa Econ Empreendimentos Imobiliários Ltda,que é proprietária do imóvel, será responsável pela limpeza do local.

No levantamento de órgãos de saúde realizado no ano passado, foram encontrados mais de 200 tipos de produtos tóxicos, muitos deles cancerígenos, o que impediu uma nova reconstituição no local por risco à saúde da população. O juiz Ulysses Fonseca Louzada confirmou que a partir do mês de abril serão reativadas as audiências com sobreviventes e testemunhas da tragédia.

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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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