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11/03/2014 23:06 - Atualizado em 11/03/2014 23:11

“Foi um tumulto planejado”, diz Cappellari

Diretor-presidente da EPTC afirma que processo de consulta está encerrado

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, disse que o quebra-quebra registrado na audiência pública do transporte coletivo, na segunda-feira, foi articulado por um grupo de pessoas que tenta inviabilizar a licitação. “Houve um tumulto planejado, apesar dos cuidados com a segurança.” Cappellari afirmou que medidas foram definidas em conjunto com a Brigada Militar para garantir o andamento do processo, porém mesmo assim alguns entraram com bombinhas nas solas dos sapatos. “Atendemos integralmente a todos os procedimentos de ingresso.” Disse que 817 pessoas ingressaram no ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, e 84 se inscreveram para manifestar.

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Segundo Cappellari, a prefeitura considera que a consulta à população já está concluída. “Oportunizamos todas as formas de ouvir a comunidade”, ressaltou. Houve 23 reuniões do Orçamento Participativo, além de encontros temáticos. “As manifestações da população foram muito ricas e a maioria das reivindicações já consta no edital”, esclareceu. Uma das demandas diz respeito ao ar-condicionado nos veículos. “Na assinatura do contrato com o vencedor da licitação, haverá um cronograma. Inicialmente ele deverá entrar com 25% da frota com ar-condicionado. No prazo de cinco anos, 100% dos carros deverão estar equipados”, ressaltou. Além disso, foi mudado o critério de capacidade. Antes eram seis pessoas por metro quadrado e agora baixou para quatro. Com isso mais 60 coletivos devem incrementar a frota para atender a essa meta. Todos os documentos das consultas à população serão reunidos e enviados à Justiça. A prefeitura não pretende pedir nova data para realizar audiência pública e o edital deverá ser lançado no dia 31 de março.

Integrantes do Bloco de Luta, como o estudante Matheus Gomes, repudiaram os atos de vandalismo. Apesar disso, os movimentos sociais se manifestaram contrários à maneira como o processo é desenvolvido pela prefeitura. Um dos representantes do movimento “Coletivo Juntos”, Lucas Maróstica, afirmou que os participantes tinham a intenção de usar o espaço para debate. “Várias pessoas estavam inscritas para falar e a confusão inviabilizou o diálogo”, disse. Na opinião dele, ainda há muitas dúvidas sobre o andamento da licitação que precisam ser esclarecidas. “Consideramos que a prefeitura tem andado ao lado dos empresários e pensamos que deve estar ao lado da população para fazer o processo com transparência.” Disse que serão realizadas assembleias para cobrar do poder público mais debates antes de o edital ser lançado.

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Fonte: Correio do Povo






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