Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 11/03/2014
  • 23:24
  • Atualização: 23:28

Oposição aprova comissão para investigar propina na Petrobras

PMDB apoiou medida apesar de todas as tentativas do governo de evitar proposta da Câmara

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  • Agência Brasil

Mesmo com todas as tentativas do governo de barrar a criação de uma comissão externa para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta, nesta terça-feira. A votação teve 267 favoráveis, 28 contra e 15 abstenções. O governo ainda tentou barrar a iniciativa da oposição por meio de um requerimento pela retirada da proposta, mas o plenário rejeitou o pedido.

A oposição comemorou a aprovação, que teve o apoio do PMDB, um dos partidos da base aliada ao governo. "É fundamental a aplicação do Congresso Nacional na fiscalização dessas coisas que aparecem e que dizem respeito a denúncias graves, como esta contra a Petrobras, que é um patrimônio do povo brasileiro", disse o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA).

Os deputados devem ir à Holanda para acompanhar a apuração das denúncias de irregularidades relacionadas petrolífera. Segundo a oposição, funcionários da estatal receberam propina da empresa holandesa SBM Offshore, que aluga plataformas flutuantes. Imbassahy informou que a oposição já definiu os nomes de dois deputados para compor a comissão: Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Fernando Francischini (SDD-PR).

A aprovação da comissão foi o lance decisivo na crise instalada entre a bancada do PMDB na Câmara e o Palácio do Planalto, gerada por impasses na liberação de emendas parlamentares e na formação de alianças regionais para a eleição deste ano. No domingo e na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com líderes do PMDB para tratar da reforma ministerial e dessas aliança. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), não foi chamado para nenhuma das reuniões e o gesto foi entendido pela bancada como uma tentativa de isolar o parlamentar fluminense, que tem reclamado da postura do governo.

O líder do governo Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou que os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deverão comparecer à Câmara para falar aos deputados sobre o que o governo tem feito para apurar as denúncias referentes à Petrobras.

De acordo com Chinaglia, os ministros vão ao gabinete da presidência para informar aos líderes partidários do governo e da oposição e ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), as iniciativas tomadas pelo governo no caso da Petrobras, inclusive no plano internacional.


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