Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 13/03/2014
  • 15:39

Polícia do RJ ocupa a Vila Kennedy, na zona Oeste

Traficantes montaram barricadas nas ruas para impedir a operação policial

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  • AFP

A polícia do Rio de Janeiro ocupou nesta quinta-feira a comunidade Vila Kennedy,bairro não-oficial da cidade do Rio de Janeiro, que oficialmente faz parte de Bangu e está às margens da Avenida Brasil. A operação durou cerca de 20 minutos e não foi disparado nenhum tiro. Apesar da ocupação ter ocorrido sem violência, nos últimos seis dias traficantes enfrentaram a polícia 17 vezes.

Segundo a Secretária de Segurança, seis criminosos - um deles menor da idade - morreram nesses confrontos, e cinco ficaram feridos. A polícia prendeu 80 pessoas, sendo nove delas nesta quinta, e foram aprendidas dezenas de armas, munições e drogas.

Eram recorrentes confrontos entre grupos de traficantes rivais na Vila Kennedy, que fica na zona Oeste no Rio, e na vizinha favela da Metral, onde vivem cerca de 34 mil pessoas.

Aproximadamente 270 integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque, apoiados por veículos blindados, entraram na favela antes das 6 da manhã, e terminaram a ocupação em 20 minutos. "A ocupação alcançou seu objetivo, que é a reconquista do território", afirmou o secretário de Segurança da cidade, José Mariano Beltrame, à jornalistas.

"Existe um processo de pacificação que continua, e se for interrompido, será um perda inestimável para o Estado e a população", acrescentou.

Barricadas na ruas

A violência na comunidade cresceu quando um dos chefes do tráfico decidiu mudar de grupo e conquistar o controle
do território.

Horas antes da ocupação, traficantes botaram fogo em lixo e madeira para montar barricadas nas ruas.
"Durante um mês houve disparos todos dias na favela, e tínhamos muito medo. Mas desde que começaram as operações para preparar a ocupação a situação se acalmou", informou à AFP um vendedor ambulante da Vila Kennedy, que só quis identificar-se como João.

Para Adriano Gomes, motorista de 35 anos nascido e criado no bairro, "a guerra entre as gangues rivais serviu para alguma coisa, porque chamou a atenção dos poderes públicos para a região".

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