Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 14/03/2014
  • 07:07
  • Atualização: 07:12

Busca por avião desaparecido se estende ao Oceano Índico

Marinha dos Estados Unidos deslocou um de seus navios e um avião de reconhecimento

Buscas ao avião desaparecido prosseguem | Foto: Philippine Navy / AFP / CP

Buscas ao avião desaparecido prosseguem | Foto: Philippine Navy / AFP / CP

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  • AFP

A busca pelo avião da Malaysia Airlines se estendeu ao Oceano Índico nesta sexta-feira, após a distribuição de "novos dados", citados pela Casa Branca, que sugerem que a aeronave voou durante várias horas após desaparecer das telas do radar, há seis dias. A informção é do porta-voz do governo americano, Jay Carney.

A Marinha dos Estados Unidos deslocou um de seus navios e um avião de reconhecimento que participam da busca ao avião do Golfo da Tailândia para o Oceano Índico. "O 'USS Kidd' está passando pelo Estreito de Malaca", disse um oficial, em referência a uma das grandes embarcações militares do país, que participa nas tarefas de busca ao lado do "USS Pinckney".

Quase uma semana depois do desaparecimento, persiste o mistério absoluto sobre o destino do voo MH370, que viajava entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo de várias nacionalidades. A procura se concentrou em um primeiro momento no Mar da China meridional, ao leste da Malásia, na rota que o Boeing 777 deveria ter realizado.

A última posição conhecida do avião antes de desaparecer das telas dos radares fica a meio caminho entre as costas da Malásia e Vietnã. De acordo com o Wall Street Journal e o canal de televisão ABC, os investigadores americanos acreditam que o avião continuou voando por mais quatro horas, depois de ter desaparecido das telas dos radares, 60 minutos depois de decolar em Kuala Lumpur.

A suspeita está baseada em um sinal automático transmitido via satélite pelo avião durante quatro horas após o desaparecimento. Os sistemas se conectam a um ou a vários satélites, segundo as fontes. Se efetivamente prosseguiu com o voo durante o período, o avião pode ter percorrido 3.500 quilômetros adicionais e alcançado o Oceano Índico, o Paquistão ou até mesmo o mar da Arábia.

O governo malaio está examinando as informações, indicou uma fonte ligada às operações de busca, sem revelar detalhes. Até o momento não foi anunciado se o país vai enviar equipes ao Índico. Na quinta-feira, as autoridades da Malásia desmentiram as informações do Wall Street Journal de que as turbinas fabricadas pela Rolls Royce que equipavam o avião continuaram enviando sinais por quatro horas após a perda de contato com o controle aéreo. Mais tarde, o jornal destacou que os sinais enviados não eram procedentes das turbinas Rolls Royce.

O avião desapareceu dos radares uma hora depois da decolagem no sábado passado às 0h40min de Kuala Lumpur. As condições climáticas eram consideradas boas e nenhum sinal de alerta foi recebido. O desaparecimento do Boeing 777 há seis dias provoca perplexidade entre especialistas e governos. Diversas hipóteses, mais ou menos razoáveis, foram citadas na última semana, de uma explosão a bordo até um sequestro, passando por problemas técnicos, um ataque com míssil e até o suicídio do piloto.

A aeronave é considerada uma das mais seguras do mundo. Até quinta-feira, a área rastreada por dezenas de aviões e navios enviados por mais de 10 países cobria quase de 27.000 milhas náuticas, o que equivale a 90.000 quilômetros quadrados (a superfície de Portugal). Ao perímetro se adiciona agora uma parte do Oceano Índico.



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