Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 14/03/2014
  • 08:54
  • Atualização: 09:12

PSol insiste em criar CPI do transporte

Bancada pretende protocolar na próxima semana pedido para apurar serviço das empresas

Pedro Ruas criticou a postura da prefeitura durante a audiência pública sobre o transporte | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Pedro Ruas criticou a postura da prefeitura durante a audiência pública sobre o transporte | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

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  • Correio do Povo

A bancada do PSol na Câmara de Porto Alegre planeja protocolar, até a próxima semana, requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os procedimentos do serviço prestado pelas 12 empresas privadas de ônibus que atuam hoje na Capital. Apesar da oposição ser minoria no Legislativo - nove vereadores -, o PSol espera conseguir as 12 assinaturas necessárias com o apoio dos independentes.

Por enquanto, o requerimento, que percorre a Casa desde fevereiro, conta apenas com cinco nomes. Além dos vereadores do PSol, na lista figuram João Derly e Jussara Cony (PCdoB) e Cláudio Janta (SDD). A bancada do PT prometeu dar uma resposta até segunda-feira. “Há condições matemáticas de realizar a CPI. O governo municipal deveria liberar sua base para participar, pois é também do interesse deles essa investigação. Se ninguém tem nada a esconder, não precisa ter medo de CPI”, defendeu Pedro Ruas (PSol).

Uma das principais cobranças da sigla, que insiste na investigação, é a forma como foi feito o cálculo tarifário até o momento. O PSol cobra ainda a devolução de cerca de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, valor referente ao período de 22 de março a 4 de abril de 2013, no qual a passagem cobrada nos ônibus foi de R$ 3,05 e de R$ 4,50 nas lotações. “Esse dinheiro deveria ser devolvido ao usuário. Como isso não é possível, as empresas deveriam repassá-lo aos cofres públicos”, apontou Ruas, observando que a própria prefeitura não pediu a devolução. “Esse dinheiro não é das empresas de ônibus”, afirmou.

Nessa quinta-feira, em coletiva na Câmara, Ruas, Roberto Robaina e Bernardo Correa (PSol) criticaram a postura da prefeitura durante a audiência pública sobre o transporte, ocorrida no dia 10. “A impressão foi que estávamos diante de um aparato policial para conter motim em presídio”, disparou Ruas. Para ele, não havia intenção de diálogo do poder municipal com a população. “Alguns aproveitadores (manifestantes que iniciaram o tumulto) conseguiram justificar o que era a intenção da prefeitura, de não haver diálogo”, disse. O PSol também criticou o edital de licitação do transporte coletivo. Para a sigla, o processo não está sendo feito de forma transparente. “Estamos desconfiados de toda a licitação. Ela é secreta. O método leva ao resultado”, disse Robaina.

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