Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 14/03/2014
  • 12:08
  • Atualização: 12:43

Tensão deve baixar com reforma ministerial, diz Gilberto Carvalho

Presidente Dilma anunciou nessa quinta-feira, a nomeação de seis ministros, após uma longa negociação

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O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou nesta sexta-feira que a tensão dentro da base aliada deverá diminuir após as definições da reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff. Alvo do chamado "blocão" instalado na Câmara dos Deputados, Carvalho foi convocado para prestar esclarecimentos sobre convênios de ONGs e a explicar o patrocínio do governo a um evento do MST.

Segundo o ministro, em meio às tensões na relação entre o Executivo e o Legislativo, o "que conta mesmo" é que o projeto do governo "está mudando o País". "Isso continua acontecendo, o resto tem um pouco de jogo de cena, um pouco do teatro político, que é natural", afirmou Carvalho, antes de participar do lançamento do edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agro ecologia, Extrativismo e Produção Orgânica, no Palácio do Planalto.

"Na vida política a gente vai aprendendo que é natural que ocorram tensões, momentos mais fortes, mais difíceis, a gente tem de ter maturidade e serenidade, como a presidente teve, para suportar as interpretações, as ondas e contra ondas e no final a gente acaba sempre se acertando", comentou.

A presidente anunciou nessa quinta-feira, a nomeação de seis ministros, após uma longa negociação que se arrastou por meses. Os novos ministros da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, de Cidades, de Ciência e Tecnologia, Pesca e Aquicultura, e do Turismo tomarão posse nesta segunda-feira, em cerimônia que deve ser realizada pela manhã no Palácio do Planalto.

"A democracia pressupõe o contraditório, a divergência, a diferença, nenhum de nós nunca pensou em governar o País com um partido único, não seria possível, seria antidemocrático, portanto, quem está na vida da composição democrática entende inclusive que formação de governo não é fisiologismo, não é toma lá, dá cá. Você tem um projeto e, em função desse projeto, você tem de incluir os diferentes, que pensam diferente, os que tensionam", afirmou Carvalho.

"Quando você toma uma definição, há pessoas felizes, outras infelizes, mas a tensão tende a baixar, eu espero que isso ocorra. E, olha, a gente que está aqui no dia a dia, nem dando conta de tanto o que fazer, não vê a hora de sossegar todo esse processo e a vida seguir, porque o ano é curto e nós precisamos correr pra entregar tudo até o fim do ano", completou.

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