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15/03/2014 13:16 - Atualizado em 15/03/2014 13:23

Síria entra em seu quarto ano de conflito com mais de 146 mil mortos

País vive uma guerra civil, com grave crise humanitária e economia destroçada

País vive uma guerra civil, com grave crise humanitária e economia destroçada<br /><b>Crédito: </b> Ahmad Aboud / AFP / CP
País vive uma guerra civil, com grave crise humanitária e economia destroçada
Crédito: Ahmad Aboud / AFP / CP
País vive uma guerra civil, com grave crise humanitária e economia destroçada
Crédito: Ahmad Aboud / AFP / CP

O conflito na Síria, que já deixou mais de 146 mil mortos, entra neste sábado em seu quarto ano e sem uma solução à vista, com o presidente Bashar al-Assad agarrado ao poder e a oposição dividida. Um sinal de que o regime não está disposto à reconciliação é a lei que o Parlamento sírio votou nessa sexta-feira, que abre caminho para a reeleição de Assad e exclui os opositores do exílio como candidatos nas eventuais próximas eleições presidenciais. Os Estados Unidos, por sua vez, reagiram expressando seu desagrado diante das eleições presidenciais na Síria.

Após 14 anos no poder, ele ainda não anunciou oficialmente sua intenção de brigar por um terceiro mandato, mas em janeiro afirmou em uma entrevista que há grandes chances de que se candidate. Ainda não foi fixada uma data concreta para a consulta, mas os eleitores devem ser convocados às urnas entre 60 e 90 dias depois do fim
do mandato atual de Assad, no dia 17 de julho.

A eleição terá como cenário um país atingido pela guerra civil, com uma grave crise humanitária e a economia destroçada. A revolta contra o regime no poder nasceu algumas semanas após a deposição dos ditadores tunisiano e egípcio, no início sob a forma de protestos pacíficos, que ocorreram nos dias 15 e 16 de março de 2011 após a detenção de dois jovens acusados de fazer pichações contrárias ao governo. Diante da repressão implacável, a revolta se militarizou a partir do verão (no hemisfério norte), até se converter em um confronto entre o governo e a oposição, uma autêntica guerra civil em fevereiro de 2012 com o bombardeio de Homs (centro).

Em três anos, mais de 146 mil pessoas morreram, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com base em Londres, e mais de 9 milhões precisaram abandonar suas casas, convertendo-se, segundo as Nações Unidas, na maior população deslocada de todo o mundo. Ao menos um milhão de crianças não têm acesso à ajuda humanitária, segundo a Unicef, e mais de 250 mil sírios estão sitiados, obrigados a escolher "entre a fome e rendição", de acordo com dados da ONU.

Desde a primavera de 2013, e depois de recuar em várias ocasiões, o regime passou ao contra-ataque com o apoio decisivo do movimento xiita libanês Hezbollah, assim como de combatentes iraquianos, também xiitas, cooptados pelas tropas de elite iranianas. A oposição controla mais território, mas o regime atua nas regiões mais densamente povoadas do país.

O governo conseguiu entrar na sexta-feira em Yabrud, uma cidade chave rebelde, próxima à fronteira com o Líbano, segundo uma fonte militar síria.

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Fonte: AFP






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