Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 17/03/2014
  • 10:14
  • Atualização: 10:56

“Maioria das escolas funciona normalmente”, diz secretário de Educação

Jose Clovis de Azevedo afirmou que paralisação está banalizada

  • Comentários
  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

A Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul garante que a maior parte das escolas do Estado está funcionando normalmente nesta segunda-feira apesar da decisão dos professores, em assembleia na sexta, de paralisar por três dias. O titular da pasta, Jose Clovis de Azevedo, afirmou nesta manhã que a greve está banalizada e que os professores não acreditam mais nela como “instrumento de luta”.

• Paralisação é começo de “grande mobilização”, anuncia Cpers

“A informação que temos ainda é parcial, mas a ampla maioria das escolas está operando normalmente. Existem pequenos focos de paralisação tradicionais, escolas que normalmente param, mas isso significa um percentual muito pequeno do conjunto dos professores do Rio grande do Sul. A paralisação está banalizada. Os professores não acreditam mais na greve como instrumento de luta. Isso só atrapalha alunos e professores porque as aulas têm que ser recuperadas. É uma greve por convocação e não por deliberação dos professores”, declarou à Rádio Guaíba.

O secretário ressaltou que o governo vai acompanhar de perto para que as aulas sejam recuperadas nas escolas que adotaram a paralisação. Os alunos do ensino fundamental têm direito a 800 horas por ano enquanto os do ensino médio a mil. Jose Clovis de Azevedo revelou que escolas que não recuperaram corretamente a carga horária após a paralisação de 2013 tiveram que fazer no começo de 2014.

“Nós estamos monitorando isso de perto. Não havia essa tradição e nós constituímos instrumentos para monitorar tanto o número de aulas quanto a própria recuperação. Inclusive responsabilizamos gestores pelo não cumprimento e teve escola, caso do Julinho, que teve que retomar o ano letivo de 2013 no começo de 2014. As aulas têm que ser recuperadas por direito dos alunos. Além disso, os professores precisam recuperar a sua jornada de trabalho na escola. Isso causa um ônus ao profissional e a comunidade escolar sem nenhuma possibilidade de ganho”, completou.

Bookmark and Share


TAGS » Greve, Ensino, Cpers