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17/03/2014 12:55 - Atualizado em 17/03/2014 13:19

Desinformação e adesão parcial marcam greve de professores

Categoria vai parar até quarta, mas Seduc orienta pais a levarem filhos às escolas

Estudantes foram aos colégios em busca de informações<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Estudantes foram aos colégios em busca de informações
Crédito: André Ávila
Estudantes foram aos colégios em busca de informações
Crédito: André Ávila

O primeiro dia de paralisação dos professores estaduais do Rio Grande do Sul foi marcado por desinformação e pela adesão parcial da categoria. Conforme decidido em assembleia na sexta-feira passada, os professores vão parar as atividades até a quarta em todo o Estado. Mesmo assim, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) mantém a orientação para que os pais levem os seus filhos às escolas. O movimento integra a paralisação nacional articulada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em âmbito nacional.

No Colégio Júlio de Castilhos, o maior da Capital, não houve aula na parte da manhã. Mesmo assim, dos 40 professores que trabalham no turno, cerca de 10 estiveram na escola, não aderindo ao movimento. Alguns estudantes chegaram a comparecer ao colégio em busca de informações. O mesmo ocorreu no Colégio Estadual Protásio Alves, na avenida Ipiranga. No local, não houve aulas, mas alguns professores foram para a escola. 

Já na Escola Estadual de Ensino Médio Anne Frank, no bairro Bom Fim, as aulas foram normais. Segundo a diretora, Claudia Engelke, como a decisão de greve ocorreu na tarde de sexta-feira passada, não havia tempo necessário para informar os pais e alunos sobre uma possível paralisação. “Pelas conversas informais, acredito que alguns professores poderão vir a aderir à greve, mas será um percentual pequeno. Mantemos por enquanto o pedido para que os alunos venham à escola”, afirmou ela. No Instituto de Educação Flores da Cunha, no mesmo bairro, a adesão foi pequena, atingindo cerca de 20% dos professores.

De acordo com a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Oliveira, a pauta de reivindicações da categoria é grande e, por isso, a paralisação conta com adesão. Entre os temas, estão o pagamento do piso nacional dos professores no Estado e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação. Os professores também são contrários à proposta do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em debate no Congresso Nacional. “A categoria decidiu reiniciar o processo de greve, que é um direito constitucional, e esperamos que isso seja respeitado”, disse Rejane.


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Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo






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