Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 17/03/2014
  • 18:39
  • Atualização: 18:43

Jornalista investigado pela PF afirma que mandado tinha nome errado

Marcos Martinelli divulgou comunicado sobre suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro

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  • Samuel Vettori/Rádio Guaíba

O jornalista Marcos Martinelli, investigado pela Polícia Federal (PF) por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro, disse, através de nota, que o mandado de busca e apreensão realizado no apartamento dele tinha o nome de outra pessoa. O jornalista não revelou a identidade "para não complicar também a vida dela que, certamente, também nada tem a ver com os bilhões que a tal operação se refere".

Martineli revelou que a esposa deixou a equipe de policiais entrar e que os agentes apreenderam documentos e um computador. "Certamente nada encontrarão que me leve a fazer parte do tal complô bilionário", escreveu na nota. Ele ainda criticou a divulgação do nome dele pela imprensa. "Como jornalista há quatro décadas, sempre fui contra ações 'espetacularizantes' que, certamente, poderiam apurar antes com maior eficiência e, divulgar, depois. Mas sabemos como as ações de mídia são importantes".

A PF buscava dinheiro na casa dos investigados, mas não encontrou valores. O jornalista trabalha como consultor de marketing e gestor de crise para empresas e partidos políticos. A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da PF no Rio Grande do Sul, mas foi informada que tudo está sendo divulgado pela superintendência do Paraná, onde as ligações não são atendidas.

Pelo menos 24 pessoas foram presas pela PF durante a operação Lava Jato nesta segunda-feira em seis estados e no Distrito Federal. Em Porto Alegre, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências de Martinelli e do engenheiro Eduardo Antonini, que não atendeu as ligações da reportagem.

As operações ilegais investigadas superam o montante de R$ 10 bilhões, segundo a PF. A operação foi intitulada Lava Jato porque um dos grupos fazia uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores oriundos de práticas criminosas.

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