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18/03/2014 11:09 - Atualizado em 18/03/2014 12:36

Rua alaga e moradores protestam na Capital

Grupo bloqueou acesso ao Porto Seco, na zona Norte

Água invadiu casas na rua Recanto do Chimarrão
Crédito: André Ávila

Indignados com a alagamento das casas, dezenas de moradores da vila Recanto do Chimarrão, localizada na avenida Francisco Silveira Bitencourt, na zona Norte de Porto Alegre, interromperam o trânsito em protesto na manhã desta terça-feira. 

A manifestação começou por volta das 8h, depois de as residências terem sido invadidas pela água após forte chuva. Eles impediram a passagem de veículos, que é intensa na região, fazendo barricadas com madeiras e pneus. O impacto foi imediato provocando congestionamentos quilométricos. Os motoristas sentiram o reflexo nas vias próximas, como na Assis Brasil, na rua Bernardino Silveira Amorim e na Plínio Kroeff.

Por volta das 10h, quatro viaturas da Brigada Militar chegaram ao local para tentar desobstruir e permitir a passagem de veículos. Houve discussões e a tensão foi grande. “Eles estavam resistentes a terminar o protesto porque a indignação de todos era muito grande”, falou o sargento do 10º Batalhão de Polícia Militar, Emerson Freitas do Amaral. O trânsito foi desviado por uma das vias do cruzamento, amenizando o impacto do protesto ao trânsito.

Já dentro da vila, a desolação era grande. A maioria ainda contabilizava os prejuízos de um alagamento há cerca de seis meses. A água vem do transbordamento de um arroio que passa ao lado da vila, trazendo consigo lixo, resíduos de todos os tipos e esgoto doméstico. A vendedora Liliane Cristina Prates, que mora no local há 18 anos, lembrou que foi acordada por volta das 6h com a água dentro da casa. “Como tem sido frequente, a maioria dos móveis já fica elevado com a ajuda de tijolos. Mesmo assim, é um absurdo termos que viver assim”, disse ela, enquanto ajudava na limpeza.

Recém-casados, o casal Ana Paula e Guilherme Lemes passaram a manhã limpando a casa que alugaram há um mês. “Foi a primeira vez que passamos por isso e, infelizmente, perdemos quase tudo de dentro de casa. Tudo que compramos agora”, afirmou ele.

Na casa do lado, outro casal também tentam limpar os danos provocados pelo alagamento. Enquanto Vonteni Melo tirava a água de balde da sala, a esposa Maria Inês empurrava a lama para o quintal. “Pagamos impostos e temos que enfrentar essa situação. É desesperador”, lamentou ela.

A poucos metros a situação se repetia e quase colocou em risco a vida de uma moradora. Luciene Barbiti faz hemodiálise três vezes por semana. Hoje, ao invés de fazer o tratamento, precisou ficar em casa para tentar salvar algum móvel ou objeto. A água dentro da sua residência atingia o joelho. “Em seis meses é a segunda vez. Não sei mais o que fazer. Nem recuperei o que perdi na outra vez”, lamentou.

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Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo






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