Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 19/03/2014
  • 22:46

Corpo de gaúcha que morreu no Paraguai deve chegar ao RS até sexta

Rosangela Schiavo foi vítima de enxurrada em Assunção

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  • Cíntia Marchi / Correio do Povo

Vítima da enxurrada que caiu sobre Assunção, capital do Paraguai, na terça-feira, o corpo da gaúcha Rosangela Schiavo, de 56 anos, poderá ser transportado a Porto Alegre somente entre na tarde desta quinta-feira ou somente na sexta. Segundo o assessor jurídico do Consulado do Brasil, no Paraguai, Amado Yuruhán, a demora se deve à burocracia para o repatriamento do corpo. Por causa da perda de documentos de identidade nas águas, não pode ser emitida a certidão de óbito, um requisito fundamental para o mecanismo diplomático.

Natural de Redentora, Noroeste do Estado, e moradora de Porto Alegre, Rosangela passeava com o marido, Antonio Carlos Maia Schiavo, de motocicleta pela América Latina, há cerca de 10 dias. Em fevereiro, o casal havia completado 33 anos de casamento. Na passagem por Assunção, a biblioteconomista acabou sendo arrastada pela correnteza de um rio que transbordou durante o temporal. Antonio teria conseguido se segurar. Um casal que seguia junto na viagem teria se alertado do perigo e escapou ileso. Na terça-feira, antes de seguir a viagem, Rosangela escreveu no seu perfil do Facebook: “Hoje chove muito, mas vamos em frente! Nosso destino: Asuncion e depois Foz do Iguaçu”.

Segundo o sobrinho e afilhado de Rosangela, Vinicius Portela, a família está em choque. “Eles estavam sempre viajando, sempre de moto, na estrada e, no fim, aconteceu o acidente desta natureza. Estamos sem saber o que dizer. A gente nunca está preparado para uma notícia dessas”, desabafou. Segundo Portela, assim que a biblioteconomista passaria pelo Paraguai, começaria o trajeto de retorno para casa, pelos estados brasileiros. O grupo de viajantes já havia passado pelo Uruguai e Argentina.

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