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21/03/2014 19:57 - Atualizado em 21/03/2014 20:03

Exército já se prepara para eventual ocupação no Rio

Militares deve retornar aos complexos do Alemão e da Penha

Horas depois de o governador Sérgio Cabral (PMDB) anunciar que iria a Brasília se encontrar com a presidente Dilma Rousseff (PT) para pedir ajuda de forças federais para contornar a maior crise dos cinco anos de história do programa das UPPs, a cúpula do Exército no Rio começou a se preparar para uma possível ordem para ocupação de favelas.

Fontes dizem que o mais provável é que os militares retornem ao Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, onde já atuaram por quase dois anos antes da implantação das oito UPPs da região. Levantamentos sobre o terreno e condições meteorológicas já começaram a ser feitos. Quartéis operacionais foram colocados de sobreaviso.

Caso o pedido de Cabral seja aceito pelo governo federal, esta não será a primeira vez que o Exército vai patrulhar favelas do Rio. Após uma onda de ataques a delegacias, viaturas e postos policiais comandada por traficantes, forças de segurança ocuparam os complexos do Alemão e da Penha em novembro de 2010. Foram incendiados mais de cem ônibus na ocasião. A região era considerada o quartel-general do Comando Vermelho. A Força de Pacificação do Exército permaneceu no local até meados de 2012, quando foram inauguradas oito UPPs e o controle territorial foi passado à PM.

A primeira vez que os militares atuaram na segurança pública (entre elas o Alemão) foi na Eco-92, quando o Rio recebeu dezenas de chefes de Estado. Em 1994 e 1995, durante a Operação Rio de combate à criminalidade, o Exército foi novamente chamado para atuar junto com a polícia.

Em 1999, durante a Cimeira do Rio, encontro de chefes de Estado europeus e latino-americanos, os militares foram mais uma vez empregados para policiar a cidade. A última vez que os militares trabalharam na segurança foi na Rio+20, em junho de 2012, quando mais uma vez o a capital fluminense recebeu dezenas de chefes de Estado para uma conferência da ONU.

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Fonte: AE






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