Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 23/03/2014
  • 15:21
  • Atualização: 15:44

Marchas em São Paulo terminam com seis detidos

Marcha da Família reuniu 500 pessoas e a Marcha Antifascista 800

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  • Agência Brasil

As duas manifestações, que aconteceram no sábado, na cidade de São Paulo terminaram com seis pessoas detidas pela Polícia Militar (PM). Quatro delas foram presas perto dos locais por onde passou a Marcha da Família, que partiu, por volta das 16h, da Praça da República e se deslocou até a Praça da Sé, no centro da capital. Segundo a PM, reuniu cerca de 500 pessoas.

De acordo com a polícia, um casal foi detido por portava uma corrente de bicicleta, spray para pichações e uma porção de maconha. Uma terceira pessoa, fugia de um grupo rival, foi detida por seguranças do metrô. Ela carregava uma marreta e uma porção de cocaína. Os três foram identificados pela PM como integrantes do grupo Black Bloc.

Após a Marcha da Família, um homem foi detido pela PM por ter agredido um homossexual. Segundo a polícia, um cabo da corporação foi intervir e também foi agredido pelo homem, que o atingiu no braço com uma lâmpada fluorescente.

Na Marcha Antifascista, que reuniu cerca de 800 pessoas, duas pessoas foram detidas. A manifestação partiu, por volta das 16h, da Praça da Sé e foi até o antigo prédio do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops), no bairro da Luz, onde hoje funciona o Memorial da Resistência.

No início da manifestação, a Polícia Militar deteve um homem, que atingiu um oficial da PM com uma pedrada no braço. Outro homem foi detido após tentar agredir policiais militares do pelotão de motociclistas do 45º Batalhão de Policiamento Metropolitano. Segundo a PM, ele assumiu pertencer a um grupo de anarquistas.

Hoje, a polícia não soube informar se as seis pessoas ainda permanecem detidas.

Rio de Janeiro

Após chamarem de "fascistas" e "terroristas", manifestantes contra e a favor de uma intervenção militar no Brasil entraram em confronto neste sábado no centro do Rio de Janeiro. Policiais militares do Batalhão de Grandes Eventos usaram cassetetes e balas de borracha para acabar com a confusão.

Um grupo estimado em 150 pessoas pela Polícia Militar (PM) participava da tentativa de reeditar a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade, 50 anos depois do movimento que antecedeu o golpe militar em 1964, quando cerca de 50 militantes de movimentos sociais se aproximaram aos gritos de "cadeia, já, para os fascistas do regime militar". Os defensores da intervenção militar responderam aos gritos de "fora, comunistas," e "terroristas", e o clima ficou tenso.


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