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24/03/2014 10:32 - Atualizado em 24/03/2014 10:49

Avião australiano identifica objetos que podem ser do voo MH370

Pentágono enviará sonar que pode detectar sinais a uma profundidade de até 6 mil metros

Aeronave está desaparecida há 15 dias <br /><b>Crédito: </b> Mohd Rasfan / AFP /CP
Aeronave está desaparecida há 15 dias
Crédito: Mohd Rasfan / AFP /CP
Aeronave está desaparecida há 15 dias
Crédito: Mohd Rasfan / AFP /CP

Um avião australiano que participa das buscas ao voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há 15 dias, observou nesta segunda-feira dois objetos flutuando no sul do Oceano Índico, e um navio já seguiu na direção apontada.

"A equipe a bordo de um Orion afirmou ter observado dois objetos, o primeiro redondo, cinza ou verde, e o segundo retangular e laranja", afirmou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, no Parlamento. Os objetos foram avistados 2,5 mil quilômetros ao sudoeste de Perth, grande cidade da costa oeste australiana.

"O navio 'HMAS Success' está perto e está equipado com um guindaste, o que permite enganchar e rebocar destroços de grande envergadura.  É possível que recolha os objetos dentro de algumas horas, ou amanhã pela manhã no mais tardar", afirmou o ministro malaio dos Transportes, Hishamuddin Hussein, em uma entrevista coletiva em Kuala Lumpur.

Um avião americano, outro Orion australiano e um Orion japonês seguem para a região na qual foram localizados os dois objetos suspeitos, disse Abbott. "Eu alerto mais uma vez que não sabemos se os destroços pertencem ao MH370. Poderiam ser outros destroços", destacou o premier australiano. "Mas achamos que é possível recolher os objetos muito em breve e avançar no esclarecimento deste trágico mistério", disse.

Durante a manhã, a agência oficial chinesa Xinhua indicou que um avião do país observou objetos "intrigantes" de formato quadrado e cor branca que poderiam pertencer ao Boeing 777 desaparecido. Depois de analisar todos os elementos, as autoridades estabeleceram dois corredores de busca: o primeiro ao norte e até a Ásia Central e o segundo da Indonésia ao sul do Índico.

Especialistas acreditam neste último corredor, pois consideram que o avião não poderia ter sobrevoado a China ou ex-repúblicas soviéticas sem ter sido detectado. Aviões australianos, americanos e neozelandeses sobrevoam a região desde quinta-feira. Navios mercantes e militares também participam nas operações com a esperança de recuperar os objetos detectados do espaço.

Nesta segunda-feira, dez aviões participavam das operações de busca após a chegada de dois P3 Orion japoneses e dois Ilyushin-76 enviados pela China. 

Detector de caixas pretas

O Pentágono ordenou o envio de um sonar ("Towed Pinger Locator") que pode detectar sinais a uma profundidade de até 6 mil metros. O aparelho é posicionado ao fim de cabos de milhares de metros de comprimento rebocados por um barco.

Os aviões comerciais possuem duas caixas pretas. Uma registra segundo a segundo todos os parâmetros de voo e a outra as conversas, os sons e os anúncios feitos na cabine dos pilotos. Mas para poder utilizar estas informações é necessário encontrar as caixas, um trabalho muito complexo quando o acidente acontece no oceano. A urgência é ainda maior, pois os emissores das caixas serão apagados em 12 dias e depois será praticamente impossível encontrá-las em uma das regiões mais inóspitas do planeta. As dificuldades devem aumentar com o anúncio da tempestade Gillian, 1 mil quilômetros ao Norte, que será acompanhada por fortes chuvas.

Desaparecimento:


O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu na madrugada de 8 de março após decolar da capital malaia Kuala Lumpur em direção a Pequim, na China. O Boeing sumiu dos radares uma hora depois da decolagem, entre o leste da Malásia e o sul do Vietnã, sem enviar mensagens de socorro.

Havia 239 pessoas a bordo do Boeing: 227 passageiros, incluindo duas crianças, e 12 tripulantes de 13 nacionalidades. Pelo menos dois passageiros utilizaram passaportes europeus roubados.

A Força Aérea da Malásia informou que a aeronave mudou de rota antes de desaparecer. O sistema de comunicação teria sido desligado e o avião teria diminuído a altitude para fugir dos radares. Entre as possíveis causas do desaparecimento estão as hipóteses de sequestro, terrorismo ou problemas psicológicos ou pessoais de alguém a bordo.

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Fonte: AFP






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