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24/03/2014 15:55 - Atualizado em 24/03/2014 16:04

Lançada campanha contra exploração sexual durante a Copa

Ação irá ocorrer nas 12 cidades-sede do Mundial, em locais de grande concentração de pessoas

A ideia é incentivar a denúncia durante os grandes eventos esportivos<br /><b>Crédito: </b> Marcelo Camargo / aBr / CP
A ideia é incentivar a denúncia durante os grandes eventos esportivos
Crédito: Marcelo Camargo / aBr / CP
A ideia é incentivar a denúncia durante os grandes eventos esportivos
Crédito: Marcelo Camargo / aBr / CP

A campanha “Não Desvie o Olhar”, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, foi lançada nesta segunda-feira em Brasília para inibir os crimes e incentivar as denúncias durante os grandes eventos esportivos. A ação será nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil, em locais de grande concentração de pessoas.

Com o slogan “Exploração sexual de crianças e adolescentes é crime. Denuncie. Disque 100”, a campanha é apresentada pelos jogadores de futebol brasileiros Kaká e Juninho Pernambucano. A ideia é incentivar as pessoas a denunciar os crimes por meio do Disque 100 e outros locais de atendimento.

Para o coordenador-geral do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, Marcelo Nascimento, o país está se preparando para evitar o crime. “É um diálogo com a sociedade, não só para Copa do Mundo, mas em outros grandes eventos. Que fique o legado de que no Brasil não aceitamos violação aos direitos humanos de crianças e adolescentes”, disse Nascimento, explicando que o Disque 100 contará com equipes extras durante o campeonato mundial de futebol.

Durante a Copa do Mundo de 2010, houve aumento de 30% nos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes na África do Sul, o que motivou a iniciativa brasileira. A campanha, em português, inglês e espanhol, será veiculada também em 19 países da Europa e África.

Para a procuradora-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Eunice Carvalhido, a campanha levanta um assunto urgente. “A articulação do poder público abre caminhos contra a prática, que em muitos casos acontece com a conivência das famílias, e ao ato segue-se a ameaça e o medo, então, é preciso habilidade dos agentes de saúde e da assistência social para dar um bom encaminhamento às vítimas”, disse Carvalhido.

A iniciativa é da Secretaria da Criança do Distrito Federal, do Comitê de Proteção para os Grandes Eventos do Distrito Federal, do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria e da Frente Nacional de Prefeitos.

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Fonte: Agência Brasil






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