Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 25/03/2014
  • 11:31
  • Atualização: 11:53

Páscoa é terceira melhor data para conseguir emprego

Pelo menos 20% dos trabalhadores temporários devem ser efetivados

Pâmela Pasquatto Pereira apostou na simpatia e na pontualidade e foi efetivada | Foto: André Avila

Pâmela Pasquatto Pereira apostou na simpatia e na pontualidade e foi efetivada | Foto: André Avila

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  • Wagner Machado e Halder Ramos

Considerada a terceira melhor data para conseguir uma vaga de emprego, atrás somente do Natal e do Dia das Mães, o período que antecede a Páscoa deve ser responsável pela efetivação de, pelo menos, 20% dos trabalhadores que serão contratados de forma temporária para dar conta do feriado mais doce do ano.

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), que tem no período o segundo momento de maior importância para o setor, projeta que a realização da Páscoa em um clima mais ameno, favorável ao consumo de chocolate, será decisiva para os resultados do segmento, que terá crescimento real das vendas de 2% em relação ao ano passado. Ao todo, devem ser comercializados 9 milhões de ovos de chocolate, que vão alavancar um faturamento de R$ 96 milhões para o setor - 10,9% deles produzidos pela indústria gaúcha.

O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, estima que 10% dos supermercadistas pretendem contratar funcionários, totalizando cerca de 1,6 mil empregos temporários no Rio Grande do Sul, efetivando pelo menos 20% dos profissionais ao final da festividade. "Desse montante, 90% das oportunidades de emprego são criadas pela indústria, em cargos como operador de logística, montador, promotor de vendas e estoquista", constata.

De acordo com a Associação Brasileira de Trabalho Temporário (Asserttem), em todo o Brasil, em 2013, cerca de 4,4 mil profissionais foram efetivados após a data. A expectativa para este ano é que o percentual seja ainda maior. Entre as funções mais contratadas está a de vendedor varejista. Um levantamento do Salário BR indica que a média paga a este profissional é de R$ 2.417,00, valor mais alto das vagas para esse período. "O cenário é favorável e motivador. Devemos lembrar que o trabalho temporário é regido por lei específica - lei 6.019/74. Notamos uma valorização deste trabalhador, uma vez que também é uma forma de ingressar no mercado de trabalho onde ele pode desenvolver todo seu potencial e, atualmente, em média, 6% desses colaboradores são efetivados nas empresas", comemora, ao destacar que este profissional, com contrato por período determinado, tem garantido todos os direitos trabalhistas, exceto aviso prévio e multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas tem direito às férias, 1/3 de férias e 13 salário proporcionais.

Para o presidente do Grupo Employer, Marcos Abreu, especializado em soluções para o Recursos Humanos, o mercado tem valorizado o trabalhador temporário. “Cada vez mais as empresas se conscientizam que o temporário é essencial para o seu desenvolvimento e também encontram, nessa modalidade, uma oportunidade de treinarem os profissionais para ocuparem vagas efetivas”, salienta.


Época valiosa de oportunidades


Ao entregar o currículo para uma vaga temporária na empresa Cacau Show, localizada no centro de Porto Alegre, Pâmela Pasquatto Pereira, de 19 anos, definiu, no ano passado, como objetivo principal, que iria fazer o trabalho solicitado da melhor forma possível. O foco constante trouxe resultado, pouco depois da contratação por período determinado, ela foi efetivada. "Sempre fiz minhas tarefas com simpatia e educação, também optei por ter pontualidade. Fiquei muito feliz com a oportunidade. Há um ano, eu procurava emprego e, esta época, é valiosa para quem quer oportunidades", relembra a estudante.

Já acostumada a trabalhar em meio aos chocolates, emprego que para muitos pode ser uma tentação diária, Pâmela se destaca ao atender os clientes que, neste período do ano, procuram estes estabelecimentos com maior frequência. Com pretensão de tentar a carreira pública, ela ensina que, para conseguir um emprego, é preciso dedicação e persistência. "Quem quer espaço, precisa ir para rua, entregar o currículo pessoalmente, mostrar-se disponível, deixar claro que tem vontade de trabalhar", pontua.


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TAGS » Economia, Páscoa, Agas