Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 25/03/2014
  • 11:44
  • Atualização: 11:57

Exportações gaúchas caem no primeiro bimestre puxadas pelo trigo

Rio Grande do Sul é o sexto estado exportador, aponta FEE

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

O trigo foi o principal responsável pela queda das exportações do Rio Grande do Sul nos dois primeiros meses do ano. De acordo com levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE), divulgado neesta terça-feira, a redução em valores foi de 22 milhões de dólares, o que representou cerca de -1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Assim, o Estado ocupa o sexto lugar entre os estados exportadores, ficando atrás de São Paulo - que lidera o ranking -, Minas Gerais, Paraná, Pará e Rio de Janeiro.

O resultado somente não foi pior para os gaúchos porque a indústria de transformação teve aumento na sua participação. Somente este segmento exportou 1,9 bilhão de dólares, o que na comparação com os dois primeiros meses de 2013, representa aumento de 9,5%. O destaque ficou com os derivados de petróleo, que cresceram 16,5%, os produtos alimentícios, com 9,9%, e os produtos químicos, com 14,4% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Segundo o economista da FEE, Guilherme Risco, a queda do trigo já era esperada, uma vez que o desempenho no ano passado foi fora do padrão. “O trigo não é um produto de destaque nas exportações. Em 2013, apoiado pela quebra de safra de alguns países, o produto teve grande procura, o que não se repetiu neste ano”, explicou.

Entre os países exportadores, a Argentina é o principal destino, levando em consideração os dois primeiros meses do ano. O país vizinho absorve a produção de veículos e maquinário agrícola. Porém, no decorrer do ano a tendência é que a Argentina perca espaço para a China, quando tiver início a exportação da soja. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos, sendo seguido pelo Paraguai. Este último com um diferencial. O Paraguai aumentou em 100% a participação nas exportações gaúchas. O destaque é para os derivados de petróleo.

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