Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 26/03/2014
  • 09:54
  • Atualização: 10:25

Papa Francisco aceita renúncia do “bispo do luxo”

Caso gerou polêmica em Limburgo na Alemanha

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  • AFP

O Papa Francisco aceitou a renúncia do bispo de Limburgo (Alemanha), Franz-Peter Tebartz van Elst, conhecido como o “bispo do luxo”, anunciou o Vaticano. A Santa Sé explica em um comunicado que "a situação na diocese de Limburgo impede o exercício fecundo de seu ministério". O sumo pontífice aceita portanto a renúncia apresentada em 20 de outubro pelo religioso, que foi substituído provisoriamente por um vigário geral.

"O Santo Padre pede ao clérigo e aos fiéis da diocese de Limburgo que recebam as decisões da Santa Sé com docilidade e que se esforcem para recuperar um clima de caridade e de reconciliação", afirma o Vaticano em um comunicado.

Há alguns meses, uma polêmica explodiu sobre o financiamento da reforma do centro diocesano de Limburgo. Os gastos de 31 milhões de euros (43 milhões de dólares), ao invés dos seis previstos inicialmente, provocaram um grande escândalo na Alemanha.

Uma comissão de investigação foi nomeada pela Igreja da Alemanha para apresentar um relatórios sobre os gastos da diocese. A comissão se reuniu em oito ocasiões, a partir de outubro de 2013, às vezes durante vários dias seguidos, e entrou em contato com várias testemunhas.

O presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, Robert Zollitsch, entregou o relatório no início de março ao cardeal Marc Ouellet, chefe da Congregação para os Bispos, no Vaticano. Após a renúncia, o bispo foi convidado pelo Papa Francisco a deixar a diocese, administrada em sua ausência por um vigário geral.

Nesta quarta-feira, o Vaticano nomeou o monsenhor Manfred Grohe para dirigir a diocese como administrador apostólico. De acordo com a imprensa alemã, o relatório da comissão que investigou o caso é devastador para aquele que passou a ser chamado de "bispo bling bling" por seus erros de gestão.

O caso gerou muita polêmica na Alemanha, no momento em que o Papa defende uma Igreja mais humilde. No país, a Igreja Católica (como a evangélica) se beneficia de um imposto de culto: emprega muitas pessoas, administra vários bens e associações sociais, educativas e de saúde, incluindo nos países em desenvolvimento.

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