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26/03/2014 16:54

Mulheres ucranianas declaram greve de sexo contra russos

Campanha foi lançada no Facebook depois que a Rússia anexou oficialmente a Crimeia a seu território

As sanções políticas e econômicas não dissuadiram a Rússia de incorporar a Crimeia, chegou a vez das mulheres ucranianas se mobilizarem para um novo tipo de embargo: não praticarão mais sexo com homens russos. "Não me darei a um russo" é o nome da campanha que busca enfrentar o apetite russo pelo território ucraniano e denunciar suas ações na Crimeia.

A campanha foi lançada no Facebook depois que a Rússia anexou oficialmente a Crimeia a seu território, ignorando os protestos internacionais e provocando temores de futuras intervenções em regiões de língua russa do país.

"Precisamos enfrentar o inimigo da melhor maneira possível", sugerem os organizadores às mulheres patrióticas em seu site.Tentamos fazer isso de forma provocativa porque atrai a atenção", explica Irena Karpa, escritora ucraniana, blogueira e musicista. O significado mais profundo da campanha é não entregar a dignidade, a liberdade, a pátria. Se refere às políticas do presidente Vladimir Putin, não é racista", garante à AFP, após reconhecer que pessoas de origem russa participaram da revolta contra o presidente pró-russo Viktor Yanukovytch em fevereiro.

A campanha foi iniciada por um grupo de mulheres "dignas", incluindo empresárias, jornalistas e escritoras, segundo Karpa.

Ela acrescenta que a frase "não me darei a um russo" é uma versão moderna de um verso do poeta popular ucraniano Taras Shevchenko: "Apaixone-se, donzelas de sobrancelhas escuras, mas não por um russo".

O grupo no Facebook já recebeu mais de 2.500 "likes" e foi retomado por jornais locais populares.

As ativistas ucranianas seguem o exemplo das mulheres na Libéria, Quênia, Togo, Colômbia e outros países que no passado fizeram greve de sexo para impedir homens envolvidos na guerra.

A tradição se originou com "Lisístrata", peça teatral do grego Aristófanes, onde as mulheres recusam fazer sexo com seus homens até que eles parem com a Guerra do Peloponeso.

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Fonte: AFP






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