Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 26/03/2014
  • 22:37
  • Atualização: 23:31

Bloco de Luta faz consulta sobre transporte à população

Questionário foi aplicado nos principais terminais de coletivos no centro da Capital

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  • Correio do Povo

O Bloco de Luta pelo Transporte Público modificou nesta quarta-feira sua estratégia de abordagem. O grupo apresentou para os usuários de ônibus da Capital, nos principais terminais de partida de coletivos do Centro, um questionário em que provoca o entrevistado a opinar sobre qualidade, preço e impacto econômico na renda familiar, além de sugerir a definição de quem seria a responsabilidade pelas condições atuais do transporte público.

A intenção do Bloco é contestar a alegação da prefeitura de que a população foi ouvida acerca da licitação. Também é desejo do movimento social atrair a simpatia da massa usuária de ônibus para a assembleia popular, agendada para ocorrer no dia 7 de abril, no Largo Glênio Peres.

Junto com o questionário, os militantes distribuíram milhares de folhetos, nos quais lembraram que, em 1994, a tarifa custava só R$ 0,37. Na virada do milênio, em 2000, o preço na roleta já era de R$ 0,85. Em 2004, uma década atrás, o valor estava em R$ 1,55. Porém, o maior aumento registrado em duas décadas ocorreu em 2003, quando a passagem passou de R$ 1,10 para R$ 1,45.

Enquanto tentam digerir as notícias sobre o reajuste atual, usuários avaliam, na prática, o serviço. “Deficiente em horários e desconfortável”, afirma o servidor público Carlos Smoco, 55 anos, usuário da linha Rubem Berta, da zona Norte. “A demora na parada é cansativa”, define a auxiliar de serviços gerais Silvana Pereira, 47 anos, que utiliza o ônibus Santa Tereza, da zona Sul. “Não cumprem horários da tabela”, reclama o auxiliar de expedição Sérgio Júnior, 26 anos, passageiro do coletivo da linha Cefer, na zona Leste.

Nem mesmo a Carris, que já deu orgulho aos porto-alegrenses, escapa das críticas ao transporte coletivo: “Ruim de horários e superlotado”, define a psicóloga Ana Paula da Silva, 27, que usa o C3.

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