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27/03/2014 12:49 - Atualizado em 27/03/2014 12:57

Em encontro, Papa e Obama falam de liberdade religiosa e aborto

Reunião dos líderes foi descrita como cordial pelo Vaticano

Reunião dos líderes foi descrita como cordial pelo Vaticano<br /><b>Crédito: </b> Saul Loeb / AFP / CP
Reunião dos líderes foi descrita como cordial pelo Vaticano
Crédito: Saul Loeb / AFP / CP
Reunião dos líderes foi descrita como cordial pelo Vaticano
Crédito: Saul Loeb / AFP / CP

O Papa Francisco defendeu nesta quinta-feira durante o seu primeiro encontro com o presidente americano Barack Obama o "direito à vida" e à "objeção de consciência" para os católicos americanos em casos de aborto. "Francisco e Obama abordaram questões particularmente importantes para a Igreja deste país (Estados Unidos), como o exercício do direito à liberdade religiosa, à vida e à objeção de consciência", indicou em um breve comunicado o serviço de imprensa da Santa Sé divulgado após a reunião entre os dois líderes.

Por favorecer o reembolso por parte dos usuários de meios contraceptivos e da pílula abortiva, a reforma da saúde promovida pela administração Obama tem sido fortemente contestada pelos bispos americanos, que consideram tais medidas contrárias aos direitos religiosos. Em várias ocasiões, com o apoio do Papa Bento XVI, antecessor do atual Papa, eles preconizaram a chamada objeção de consciência, incluindo o direito de recusar a realizar abortos. Várias questões sociais foram tratadas neste encontro, que Obama gostaria de centrar na luta contra as desigualdades no mundo. Neste sentido, o Papa e o presidente americano expressaram "seu compromisso comum com a erradicação do tráfico de seres humanos em todo o mundo", segundo o comunicado do Vaticano.

O encontro entre Obama, Francisco e o secretário de Estado Pietro Parolin, encarregado da diplomacia, também serviu para discutir "temas internacionais atuai", em uma atmosfera descrita como "cordial" pelo Vaticano. De acordo com o comunicado, as duas partes também afirmaram a necessidade de que, "em zonas de conflito, o direito internacional e humanitário seja respeitado" e que "uma solução negociada seja encontrada".

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Fonte: AFP






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