Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 27/03/2014
  • 14:38

Presidente do TCU diz que compra de refinaria não foi bom negócio

Augusto Nardes informou que investigações sobre o negócio estão avançadas

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  • Agência Brasil

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, informou nesta quinta que as investigações sobre a compra de uma refinaria americana pela Petrobras já estão muito avançadas na corte, que deve concluir os trabalhos ainda neste semestre.

"Pelas informações que nós temos, me parece que não foi um bom negócio. Quem tem as informações mais completas é relator da matéria (ministro José Jorge), então, não quero me antecipar, mas, com certeza, o prejuízo para a nação brasileira foi bastante significativo", disse Nardes.

Segundo o ministro, o TCU investiga o caso desde o ano passado, quando ele e o relator José Jorge tiveram uma longa conversa com a presidenta da Petrobras, Graça Foster.

Depois de conseguirem 28 assinaturas, uma mais que o mínimo exigido, parlamentares de oposição, apoiados por alguns integrantes da base aliada ao governo, protocolaram no Senado o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar operações envolvendo a Petrobras. Uma delas é a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos.

"Em processo eleitoral, em pleno andamento de uma campanha eleitoral, há um forte risco de um assunto tão importante com a principal empresa do País (Petrobras), uma das maiores do mundo, ser colocada em uma situação que não seria adequada. Portanto, nós vamos acompanhar. CPI é uma prerrogativa legítima do Congresso", destacou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Ideli disse que o governo está  muito confiante de que qualquer irregularidade será apurada e, se houver responsáveis, serão punidos. "Para nós, o fundamental é que uma empresa do porte da Petrobras não seja exposta a um palanque, a uma briga eleitoral, até porque as investigações estão sendo feitas já há um certo tempo pelos órgãos que são reconhecidos, apoiados e competentes ", disse a ministra, citando o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Polícia Federal e os próprios órgãos de fiscalização do governo, como a Controladoria-Geral da União.

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